Técnico é demitido após dar cabeçada em assistente de arbitragem durante intervalo

Rafael Soriano foi desligado da Desportiva Ferroviária logo após o ocorrido; partida era válida pelas quartas de final do Campeonato Capixaba

Vinícius Tadeuda CNN

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O técnico Rafael Soriano, da Desportiva Ferroviária, foi demitido do comando da equipe no domingo (10) após dar uma cabeçada na assistente de arbitragem Marcielly Netto durante o intervalo de uma partida do Campeonato Capixaba.

Em nota, o clube afirmou que repudia “toda e qualquer tipo de violência, seja física, verbal, moral ou emocional, principalmente contra mulheres“. A equipe ainda se solidarizou com a assistente e se colocou à disposição para o que for necessário.

A agressão ocorreu no fim do primeiro tempo do jogo de ida das quartas de final do Campeonato Capixaba, entre Desportiva Ferroviária e Nova Venécia, no estádio Zenor Pedrosa. Na ocasião, o árbitro da partida encerrou a primeira etapa antes que a equipe de Soriano cobrasse um escanteio.

Após o apito final, jogadores e membros da comissão técnica foram em direção à equipe de arbitragem protestar no meio de campo, e diante de gritos e xingamentos, o técnico deu uma cabeçada na árbitra auxiliar do jogo. Rafael Soriano foi expulso pelo juiz Arthur Gomes Rabelo logo após o ato de violência.

O técnico já havia sido advertido com um cartão amarelo por reclamação durante o intervalo, mas a punição não foi suficiente para conter o descontrole de Soriano.

A assistente de arbitragem Marcielly Neto voltou ao campo para atuar na segunda etapa da partida e foi cumprimentada pelos jogadores das duas equipes.

A Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES) repudiou o ato e prometeu encaminhar o caso judicialmente. “Assim que a FES receber a súmula da referida partida, a mesma será encaminhada para o TJD-ES. O caso será acompanhado de perto pela entidade, que acredita que as medidas legais serão tomadas pelos órgãos competentes”, disse a entidade.

O governo do Espírito Santo afirmou condenar “todo tipo de violência, principalmente contra as mulheres”, e prestou solidariedade a Marcielly. “Um episódio lamentável que nada tem a ver com o esporte”, diz a nota.

O Nova Venécia, equipe que enfrentava a Desportiva na partida, classificou o episódio como “um crime cometido em frente às câmeras, em uma partida transmitida para o Brasil inteiro” e pediu a punição do treinador em todas as esferas.

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