Velocista de Belarus leiloa medalha para ajudar atletas vítimas de repressão

Até a manhã desta segunda-feira, os lances pela medalha conquistada nos Jogos Europeus de 2019 haviam chegado a US$ 5.200 (equivalente a R$ 27 mil) no site eBay

Na Polônia, Krystsina Tsimanouskaya exibe camisa com a frase ‘eu só quero correr'
Na Polônia, Krystsina Tsimanouskaya exibe camisa com a frase ‘eu só quero correr' Foto: Czarek Sokolowski - 5.ago.2021/AP

Reuters

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A velocista Krystsina Tsimanouskaya, que foi retirada pela equipe belarussa das Olimpíadas de Tóquio depois de criticar seus treinadores, está leiloando a medalha conquistada nos Jogos Europeus de 2019 para ajudar atletas que são vítimas de repressão pelas autoridades.

Dirigentes de Belarus levaram a atleta de 24 anos ao aeroporto de Haneda, em Tóquio, contra a vontade dela no dia 1º de agosto, um dia antes da disputa dos 200 metros rasos.

Ela se recusou a embarcar no voo de volta para casa, e desde então buscou refúgio na Polônia por temer por sua segurança caso retornasse ao seu país.

Tsimanouskaya disse suas críticas públicas sobre “a negligência dos nossos treinadores” são a rezão de ter sido afastada da equipe. 

Ela disse que foi inscrita no revezamento 4x400m sem seu conhecimento depois que se descobriu que alguns membros da equipe não podiam correr por não terem passado por exames de doping.

A Fundação Belarussa de Solidariedade no Esporte, um grupo que apoia atletas presos ou afastados devido às suas posições políticas, disse nesta segunda-feira (9) que a medalha está sendo leiloada a pedido de Tsimanouskaya em apoio a atletas de Belarus “que sofreram com as ações do regime de [presidente Alexander] Lukashenko”.

Até a manhã desta segunda-feira, os lances pela medalha haviam chegado a US$ 5.200 (equivalente a R$ 27 mil) no site eBay. A repressão do governo belarusso afeta atletas de elite, alguns dos quais foram presos por participarem de protestos de rua.

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