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    Clube da Premier League condena injúria racial contra atacante nas redes sociais

    Ivan Toney recebeu mensagens preconceituosas após marcar dois gols na vitória da sua equipe contra o Brighton & Hove Albion

    Ivan Toney, atacante do Brentford FC
    Ivan Toney, atacante do Brentford FC Reprodução/Twitter @BrentfordFC

    Issy Ronaldda CNN

    O clube inglês Brentford divulgou um comunicado condenando o “abuso racista e repugnante” que seu atacante Ivan Toney diz ter recebido pelas redes sociais depois de marcar dois gols na vitória por 2 a 0 contra o Brighton & Hove Albion, na sexta-feira (14).

    “Eu nem ia postar isso, mas acordei com raiva”, escreveu Toney no Twitter na manhã de sábado (15), com capturas de tela de uma mensagem direta no Instagram com linguagem abusiva.

    Em sua declaração, o Brentford repudiou “este comportamento discriminatório nos termos mais fortes possíveis”.

    “Um ataque a um de nossos jogadores é um ataque a todos nós. Ivan receberá o apoio total do clube e dos torcedores do Brentford, que já vimos condenando o abuso. Esperamos forte apoio da polícia, autoridades legais e da empresa controladora do Instagram, a Meta, para garantir que o indivíduo envolvido enfrente toda a força da lei por esse crime de ódio desprezível”, ressaltou a declaração.

    “Ninguém deve receber mensagens racistas como essa”, pontuou a Polícia Metropolitana em comunicado à CNN. “Enviamos uma mensagem para a vítima pedindo que entre em contato com a polícia”, acrescentou.

    Um porta-voz da Meta afirmou, em nota à CNN, que “ninguém deveria sofrer abuso racista, e enviar mensagens como essa é completamente contra nossas regras”.

    “DMs [mensagens diretas, na abreviação em inglês] são espaços privados, o que significa que não podemos agir, a menos que alguém faça a denúncia da mensagem no aplicativo – mas também queremos ajudar a proteger as pessoas de terem que ver esse abuso em primeiro lugar”, explicou.

    “É por isso que desenvolvemos nosso recurso ‘Hidden Words’ [‘palavras ocultas’, em inglês], que filtra comentários ofensivos e DMs, e estamos trabalhando em estreita colaboração com os órgãos de futebol para ajudar os jogadores a ativar essas ferramentas”, continuou a Meta.

    “Nada resolverá isso da noite para o dia, mas continuaremos trabalhando para ajudar a proteger nossa comunidade contra abusos e responder rapidamente a solicitações legais válidas para apoiar as investigações policiais”, finaliza o texto.

    Antes do pontapé inicial na partida de ontem, os jogadores de Brentford e Brighton se ajoelharam para “mostrar sua unidade contra todas as formas de racismo”, como todos os atletas da Premier League estão fazendo entre 8 e 16 de outubro para destacar a campanha “No Room For Racism” [“sem espaço para o racismo”, em inglês] da liga.

    A Premier League também divulgou uma nota pelo Twitter, condenando “todas as formas de discriminação”.

    “Ninguém deveria ter que enfrentar abusos do tipo recebido por Ivan Toney. Não há lugar no futebol ou na sociedade [para isso]. Estamos apoiando Ivan e o clube nas investigações. Futebol é para todos #NoRoomForRacism”, dizia o comunicado.

    “A Premier League continuará apoiando os jogadores e trabalhando com os clubes para combater o comportamento discriminatório”, acrescentou a organização.

    Em maio, a polícia britânica informou que estava investigando suposto abuso racista contra as famílias de Toney e seu companheiro de equipe Rico Henry durante a partida do Brentford contra o Everton.

    Toney e Henry fizeram as denúncias contra os torcedores não identificados após a partida no Goodison Park, em Liverpool. “E para o homem que abusou racialmente da minha família, farei tudo o que puder para obter a punição que você merece”, escreveu Toney na época.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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