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    De volta ao país, Rebeca Andrade celebra ouro e faz suspense sobre aposentadoria

    Um dia após desembarcar no Rio, melhor ginasta do mundo conversou com os jornalistas, falou sobre legado e afirmou que aposentadoria está “mais perto"

    A ginasta Rebeca Andrade
    A ginasta Rebeca Andrade Cleber Rodrigues/CNN

    Cleber Rodriguesda CNN

    no Rio de Janeiro

    Depois de entrar para a história da ginástica brasileira, Rebeca Andrade voltou ao Brasil com muitos planos, como colocar o país no topo do ranking mundial por equipes, mas também deixou no ar um suspense sobre sua aposentadoria, ao revelar que ela está “mais perto do que longe”.

    Nesta terça-feira (08), a melhor ginasta do mundo foi recebida por integrantes da sua equipe, o Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea, onde conversou com os jornalistas sobre as conquistas do ouro no individual geral e do bronze no solo no Mundial de Liverpool.

    “Eu comecei através de projeto social e, de certa forma, tive muita sorte porque foram muitas pessoas que me ajudaram. Desde os meus vizinhos que emprestavam dinheiro para a minha mãe pagar a condução para eu ir pro ginásio, até as pessoas que abriram as portas das suas casas para eu morar por um tempo, além do Flamengo que me deu oportunidade. Eu falo que fui uma pessoa muito sortuda, mas não quero ser a sorte, quero que todas as crianças tenham essa oportunidade. É isso que a gente tem que buscar”, afirmou Rebeca.

    No ano passado, no Japão, a campeã olímpica também havia conquistado a medalha de ouro no salto e de prata nas barras. No campo das conquistas, Rebeca revelou que uma, em especial, virou um objetivo: o topo do ranking mundial de equipes.

    “Quero elevar o nosso nome da ginástica (Brasil) não só individualmente, mas também como equipe, é algo que eu quero muito. Deixou de ser um desejo, um sonho, virou um objetivo. Eu acredito que a gente tem potencial para isso e estamos trabalhando muito para que isso aconteça. É o que falta”, comentou.

    Aos 23 anos, a campeã olímpica e mundial deixou no ar a possibilidade de encerrar a carreira após os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

    A ginasta Rebeca Andrade após receber medalha de ouro no Mundial / Cleber Rodrigues/CNN

    “Não sei quanto tempo vai demorar, o futuro só a Deus pertence. Enquanto o meu corpo estiver aguentando eu vou continuar. Mas eu me conheço muito e sei que está mais pra perto do que pra longe. Vou continuar me dedicando muito ao esporte, dando o meu máximo, mas quando sentir que preciso encerrar, farei isso com o sentimento de muita gratidão”, revelou Rebeca.

    Quando questionada se os jogos os Olímpicos podem ser a despedida, ela respondeu:

    “Vou deixar o suspense. Sem spoiler.”

    À CNN Brasil, Rebeca Andrade também falou sobre ser espelho para as futuras gerações, principalmente para mulheres e crianças negras, que vivem em comunidades do país.

    “Pude mostrar que a gente é capaz de fazer o que quiser. Pode ser que seja mais difícil pra gente, mas vai acontecer. Treine muito, trabalhe muito, porque se é um sonho, uma realização, você vai conseguir. Consegui mostrar isso não só uma vez mas, agora, pela terceira vez e estou muito orgulhosa disso”, celebrou.