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    É absurdo que a Copa aconteça em um país que discrimina LGBTs, diz especialista

    À CNN Rádio, Luanda Pires afirmou que pessoas da comunidade LGBTQIA+ que forem ao Catar precisarão ficar alertas para não sofrer repressão

    Amanda Garciada CNN

    O Catar, que receberá a Copa do Mundo no próximo dia 20, está sob fortes críticas devido à legislação do país que criminaliza a homossexualidade.

    Nesta semana, o ex-jogador da seleção do Catar e embaixador da Copa do Mundo Khalid Salman chamou a homossexualidade de “dano mental” em uma entrevista à emissora alemã ZDF.

    “É absurdo que um campeonato mundial desse porte, que recebe todas as nações, seja sediado por um país tão conservador”, lamentou Luanda Pires, advogada e presidente da Associação Brasileira de Mulheres LBTIs.

    À CNN Rádio, no CNN No Plural+, a especialista afirmou que a fala controversa de Salman “serve de alerta para as pessoas LGBT que irão à Copa.”

    “O país vai receber as pessoas, são obrigados pela Fifa, mas lá a homossexualidade é criminalizada, quem estiver lá precisa estar atento.”

    Segundo ela, é necessário que o público tente respeitar o regramento – que proíbe manifestações públicas de carinho, por exemplo – “para que não sejam expostas e sofram discriminações fortes.”

     

    Ao mesmo tempo, Luanda acredita que o debate, neste momento, é importante.

    “Para que, na próxima Copa, países que têm respeito à diversidade se coloquem no momento que os países sede são escolhidos”, disse.

    Para ela, “onde não se respeita minorias não deveriam poder concorrer.”

    “Isso também pode auxiliar para que, onde criminalizam LGBTs, se avance legalmente contra isso, a fim de que possam participar de campeonatos.”

    Na Copa do Catar, os capitães de seleções europeias como Inglaterra, França ou Alemanha vão usar braçadeiras com as cores do arco-íris e a mensagem “One Love” numa campanha antidiscriminação.

    *Com produção de Isabel Campos