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    Human Rights Watch acusa Catar de deter e maltratar pessoas LGBT antes da Copa

    Homossexualidade é ilegal no país do Oriente Médio; Organizadores do mundial afirmam que todos, independentemente de sua orientação sexual ou origem, serão bem-vindos

    Andrew Millsda Reuters

    Forças de segurança no Catar prenderam arbitrariamente e maltrataram pessoas LGBTQIA+ recentemente, disse a Human Rights Watch (HRW) nesta segunda-feira (24), às vésperas da Copa do Mundo. A realização do torneio colocou em destaque o debate sobre respeito aos direitos humanos no Estado do Golfo Árabe.

    A homossexualidade é ilegal no país muçulmano, e algumas estrelas do futebol levantaram preocupações sobre a garantia dos direitos dos torcedores que viajam para o evento, especialmente indivíduos LGBT+ e mulheres, que, segundo grupos de direitos humanos, são discriminados pelas leis do Catar.

    Uma autoridade do Catar afirmou em comunicado que as alegações da HRW “contêm informações que são categorica e inequivocamente falsas”, mas não especificou quais.

    Os organizadores da Copa do Mundo, que começa em 20 de novembro e é a primeira realizada em um país do Oriente Médio, pontuam que todos, independentemente de sua orientação sexual ou origem, são bem-vindos, apesar de também alertarem contra demonstrações públicas de afeto.

    “A liberdade de expressão e a não discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero devem ser garantidas, permanentemente, para todos os residentes do Catar, não apenas para os espectadores que vão ao Catar para a Copa do Mundo”, declarou a HRW em comunicado.

    A organização informou que entrevistou seis pessoas LGBT do Catar, sendo quatro mulheres transexuais, uma mulher bissexual e um homem homossexual, que relataram ter sido detidos entre 2019 e 2022 e submetidos a abusos verbais e físicos, incluindo chutes e socos.

    “Todos os seis disseram que a polícia os forçou a assinar promessas indicando que iriam ´cessar a atividade imoral´”, destacou a organização, acrescentando que as mulheres transexuais detidas foram obrigadas a participar de sessões de terapia de conversão em uma clínica patrocinada pelo governo.