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    Tem Brasil no tatame! Ketleyn Quadros disputa mundial de judô, no Catar

    À CNN, medalhista olímpica brasileira disse que a vitória poderá vir em detalhes em um “campeonato heterogêneo” e não descarta participar de terceira Olimpíada

    Ketleyn Quadros beija medalha de bronze, em Pequim.
    Ketleyn Quadros beija medalha de bronze, em Pequim. Paul Gilham / Getty Images

    Jairo NascimentoLudmila Candalda CNN

    São Paulo

    “Todo mundo já competiu com todo mundo”, é o que destaca a judoca e medalhista olímpica Ketleyn Quadros sobre o Campeonato Mundial de Judô 2023, no Catar. Ela vai tentar a glória na categoria até 63 kg.

    Nesta quarta (10), ela entrará no tatame em Doha. “É um campeonato heterogêneo. A gente tem atletas que são top 1, top 5 do ranking. Tá bem disputado, é muita gente forte na primeira, segunda e terceira rodada”, comentou.

    A atleta não costuma prever sobre com quem lutar. “Essas previsões, normalmente, não funcionam. Em questão de chaves, esse campeonato para mim é tanto faz”, brinca. Ela aposta mesmo é nos detalhes: 

    Eu acredito no diferencial meu que é usar a experiência, errar menos. Ter uma visão de luta e estar pronta para aproveitar as oportunidades.

    Ketleyn Quadros, judoca.

    A previsão das finais é para às 12h, desta quarta-feira. À CNN, atleta explicou sua rotina intensa de competições e o sonho em participar de uma terceira Olimpíada.

    Preparação sem fim

    A judoca comenta que 2022 e começo deste ano tem sido agitados. O calendário ficou recheado de competições, então a preparação para o mundial é constante. O último mundial, por exemplo, foi em outubro de 2022, no Uzbequistão. Ela foi eliminada nas oitavas. Menos de um ano depois, ela regressa aos tatames. “Você tem que fazer seu planejamento em meio a essas competições. A gente não teve tempo de fazer um intercâmbio de treinamento. A gente teve que ir na base das competições. Passei janeiro e fevereiro na Europa em cinco competições”, completou.

    Paris 2024? Quero!

    Ketleyn eternizou a história do judô brasileiro ao ser a primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica em provas individuais, em Pequim. Em 2008, ela levou o bronze ao vencer a australiana Maria Pekli. Sem medalhas, ela também esteve nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020, e ficou na sétima colocação.

    Quando questionada sobre uma terceira chance, ela é rápida na resposta. “Não tem como não sonhar com uma possível vaga olímpica e com condição de medalha. Todo mundo tá participando de competições pensando em Olimpíada”, sobre ir para Paris, no ano que vem.

    Ela tem 35 anos e diz que “apesar de ser uma atleta bem experiente, eu fico muito feliz em decepcionar quem acha que eu não tenho o que aprender. Eu gosto muito dos processos que o judô me proporciona. Eu venho tendo uma melhora. Eu quero muito aproveitar essa experiência que eu venho adquirindo. Sou muito feliz na minha modalidade, mas ainda não estou satisfeita. Quero viver esse sonho olímpico. Ser melhor é o meu foco principal, conseguir uma vaga é uma consequência disso”.