Salão de NY que cobra US$ 1 mil reabre com 1,2 mil pessoas na fila de espera


Reuters
24 de junho de 2020 às 08:58
À direita, Julien Farel trabalha no cabelo de uma cliente

À direita, Julien Farel trabalha no cabelo de uma cliente no Julien Farel Restore Salon & Spa

Foto: Reprodução - 22.jun.2020 / Reuters

Nada poderia manter a moradora de Nova York Susan Warren longe de seu salão de cabeleireiro favorito – o Julien Farel Restore Salon & Spa, no bairro de Upper East Side, em Manhattan – quando ele reabriu as portas nessa segunda-feira (22).

Depois de mais de 100 dias de lockdown em razão da pandemia do novo coronavírus, nem as medições de temperatura, a necessidade do uso de máscaras ou o exorbitante preço de US$ 1 mil por corte, pelo qual o local é conhecido, a fizeram mudar de ideia. “Vale cada centavo”, disse Warren.

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Em toda a cidade, moradores celebram o alívio das restrições com o seu primeiro corte de cabelo em meses, fazendo compras nas lojas reabertas e jantando em estabelecimentos ao ar livre.

Avanço no plano de reabertura

Antes epicentro da pandemia global, a cidade foi a última região do estado de Nova York a avançar para a fase 2 do plano de reabertura. 

O cabeleireiro Julien Farel disse que estava animado para receber seus clientes de novo. “1,2 mil pessoas na lista de espera”, afirmou ele enquanto trabalhava. 

A mulher de Farel, cofundadora e CEO da empresa, Suelyn Farel, espera que o salão fique “extremamente ocupado” no futuro próximo.

“Tantas pessoas estão esperando há três meses para cortar e tingir os cabelos”, disse ela. “Espero que, nos próximos meses, fiquemos muito ocupados.” 

A pandemia do novo coronavírus já matou mais de 120 mil norte-americanos e está reacendendo em diversos estados, que registraram aumentos recordes de casos na última semana.

Enquanto Nova York e New Jersey estão em seus níveis mais baixos, com 1% a 2% de testes com resultado positivo para a doença, diversos estados do Sul e Sudoeste dos EUA reportam aumento recorde de casos. Em algumas destas regiões, de 10% a 20% dos testes deram positivo.