Polícia italiana recupera cópia roubada de Da Vinci de 500 anos

A obra, provavelmente pintada por um dos alunos do mestre da Renascença, foi descoberta em um apartamento durante uma busca na cidade italiana

Polícia italiana com a obra Salvatore Mundi, o Leonardo da Vinci mais recentemente descoberto
Polícia italiana com a obra Salvatore Mundi, o Leonardo da Vinci mais recentemente descoberto Foto: Shutterstock

Oscar Holland,

da CNN

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Uma cópia do século 16 da obra “Salvator Mundi” de Leonardo da Vinci, o quadro mais caro do mundo, foi recuperada pela polícia italiana depois de ter sido roubada de um museu em Nápoles.

A obra, provavelmente pintada por um dos alunos do mestre da Renascença, foi descoberta em um apartamento durante uma busca na cidade italiana, segundo um comunicado policial. O dono da propriedade, um homem de 36 anos, foi encontrado nas proximidades e levado sob custódia, suspeito de ter recebido bens roubados.

O retrato foi inspirado na famosa representação de Cristo feita por Da Vinci, com uma das mãos erguida em bênção e a outra segurando uma esfera de cristal. Inúmeras cópias da obra foram feitas durante a vida do artista por seus alunos e assistentes.

Embora não se saiba quem criou este “Salvator Mundi” em particular, acredita-se que ele tenha sido pintado no fim da década de 1510 por alguém do ateliê do artista. O dono do retrato, o Museu de San Domenico Maggiore em Nápoles, disse em seu site que há “várias hipóteses” sobre a identidade do pintor, com a teoria “mais convincente” creditando o aluno de Da Vinci, Girolamo Alibrandi.

 

Acredita-se que a pintura foi criada em Roma antes de ser levada a Nápoles por Giovanni Antonio Muscettola, um enviado e conselheiro de Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico.

A obra retornou brevemente à capital italiana em 2019, quando foi emprestada à Villa Farnesina para a exposição “Leonardo em Roma”. O folheto da exposição a descrevia como uma cópia “magnífica” da obra-prima do artista, enquanto a lista online do San Domenico Maggiore se referiu à pintura como um esboço pictórico “refinado” e “bem preservado”.

A polícia não especificou quando a pintura foi roubada, embora o museu de Nápoles tenha relatado estar de posse da obra desde janeiro de 2020, quando foi devolvida de Roma.

O “Salvator Mundi” original de Da Vinci fez história em 2017, quando foi leiloado por US$ 450,3 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) pela Christie’s em Nova York. Anteriormente descartado como sendo uma cópia, ele foi vendido no Reino Unido por apenas US$ 61 (R$ 325) na década de 1950.

 

Embora alguns estudiosos tenham contestado a atribuição da obra a Leonardo da Vinci, sugerindo que ela foi, pelo menos parcialmente, criada por membros de seu ateliê, a pintura foi restaurada e autenticada antes de se tornar a obra de arte mais cara já vendida em um leilão. Imagina-se que a oferta recorde foi feita em nome do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, já que o nome do comprador não foi revelado oficialmente.

O “Salvator Mundi”, no entanto, não é visto em público desde sua venda em novembro de 2017. O Museu Louvre Abu Dhabi anunciou que exibiria o quadro, mas a grande exposição em 2018 foi adiada sem qualquer explicação.

(Texto traduzido, leia o original em inglês).

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