Trump faz exame para coronavírus após encontro com delegação de Bolsonaro


Da CNN Brasil, em São Paulo
14 de março de 2020 às 14:17 | Atualizado 14 de março de 2020 às 14:32
Donald Trump, presidente dos EUA

Trump disse que o exame foi enviado a um laboratório e pode levar de um a dois dias para sair o laudo

Foto: CNN/ 14.mar.20

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um teste para o novo coronavírus. O republicano afirmou que fez o exame na sexta-feira (13) e mediu, hoje, a temperatura, antes de entrar na coletiva.

Questionado sobre quando ele anunciará o resultado, Trump disse que o exame foi enviado a um laboratório e pode levar de um a dois dias para sair o laudo.

O exame foi feito após quatro membros da delegação que acompanhava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em sua visita a Trump na Flórida, na semana passada, terem sido diagnosticados com a doença. Ao menos um deles, o embaixador Nelson Forster, teve contato com Trump. Bolsonaro diz que o resultado de seu teste deu negativo. 

Apesar disso, o médico da Casa Branca, Jerome Adams, disse que o exame não seria necessário pois tanto Forster quanto os outros três brasileiros contaminados - o secretário de Comunicação Fabio Wajngarten, a advogada Karina Kufa e o senador Nelson Trad (PSD-MS) - estavam assintomáticos no momento da interação com Trump, o que, em tese, diminui o risco de contágio.

Proibição de viagem é ampliada

O governo americano anunciou, ainda neste sábado, a proibição de viagens entre EUA e Europa, passando a incluir o Reino Unido e a Irlanda. 

A medida passará a valer a partir de segunda-feira (16), informou o vice-presidente americano, Mike Pence.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta manhã, por 363-40 votos, o pacote econômico para fazer frente ao coronavírus. Intitulado Families First Coronavirus Response Act, o pacote garante testes gratuitos, ajuda aos infectados, aos trabalhadores que recebem por hora e aos desempregados, incluindo food stamps para 34 milhões de pessoas de baixa renda comprarem comida e alimentação de 22 milhões de crianças que dependem da merenda escolar, entre outras medidas.

 A declaração de estado de emergência libera até US$ 50 bilhões para essas medidas. Anteriormente haviam sido aprovados US$ 8,3 bilhões para desenvolvimento de vacina e outras medidas específicas contra a doença.

Apesar do apelo de Trump em favor do pacote, 40 republicanos votaram contra, enquanto os democratas votaram a favor de forma unânime. O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, falaram-se 13 vezes pelo telefone ontem à noite, na articulação do pacote.