Catedral de Notre-Dame toca sinos no aniversário de um ano do incêndio

Gesto é um marco da resistência do monumento e dos profissionais de saúde que enfrentam a COVID-19 na França

Da CNN
15 de abril de 2020 às 20:17 | Atualizado 15 de abril de 2020 às 20:22
Quase milenar, catedral de Notre-Dame em Paris passa por reparos após incêndio
Foto: Charles Platiau/Reuters (11.abr.2020)

O grande sino da catedral de Notre-Dame, em Paris, soou na noite desta quarta-feira (15), um ano após o incêndio que devastou a construção.

O gesto foi um marco da resistência do prédio, marco da arquitetura gótica, e dos médicos que enfrentam a epidemia de coronavírus na França.

Em 15 de abril de 2019, as chamas irromperam e consumiram o pináculo e o teto da catedral de 850 anos. Segundo as autoridades, se o fogo durasse mais meia hora, o edifício seria totalmente destruído.

O sino dobrou na mesma hora em que os parisienses aplaudiam de suas janelas e sacadas em homenagem aos profissionais na linha de frente do enfrentamento à COVID-19. A epidemia já fez quase 16 mil vítimas no país.

"A restauração de Notre-Dame é um símbolo da resistência do nosso povo, da capacidade de superar adversidades e se recuperar", disse o presidente Emmanuel Macron nesta quarta-feira.

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Ele reiterou a promessa de reconstruir Notre-Dame em cinco anos, mas as obras para garantir a solidez estrutural da catedral estão com meses de atraso, primeiramente por causa das tempestades de inverno e, agora, devido à pandemia.

"Nosso objetivo é preparar a catedral para uma missa em 16 de abril de 2024", disse Jean-Louis Georgelin, general aposentado do Exército que lidera o projeto de restauração. "É claro, isso não significa que tudo estará terminado."

Mas o campanário sul da catedral, que abriga o sino de 13 toneladas forjado em 1681, o segundo maior do país, está estruturalmente intacto.

O sino é tradicionalmente tocado para grandes celebrações religiosas, visitas papais e funerais presidenciais. Desde o incêndio, soou apenas uma vez, em homenagem ao ex-presidente Jacques Chirac, que morreu em setembro de 2019.

Com informações da Reuters