Mortes voltam a subir, mas hospitalizações caem e governador vê NY perto de pico

Andrew Cuomo diz que queda nas internações é excelente notícia pelo baixo índice de recuperação dos casos mais graves

Da CNN, em São Paulo
17 de abril de 2020 às 18:36
Governador de Nova York, Andrew Cuomo, durante entrevista coletiva
Foto: Jeenah Moon - 27.mar.2020/ Reuters

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17), o governador de Nova York, Andrew Cuomo, afirmou que vê o estado americano mais afetado pelo novo coronavírus chegando ao pico da doença, com a perspectiva de comece a regredir.

Ele se baseia no número de novas internações derivadas da COVID-19, que vê em queda sustentável. "A variação no número total de hospitalizações está inegavelmente caindo. A média de três dias, que é mais precisa do que o número de um dia, também diz a mesma coisa", afirmou o governador.

Cuomo disse que isso é "realmente uma boa notícia", "porque entubações, em 80% das vezes, terminam em uma pessoa que não está se recuperando". No entanto, o democrata lamentou que o número de mortes "se recusa a cair dramaticamente". Depois de alguns dias em baixa, esse registro voltou a subir: 630 morreram em 24 horas, mais do que as 606 pessoas do dia anterior.

Assista e leia também:

Mulher que deu à luz em coma por coronavírus abraça filha pela primeira vez

Trump anuncia nova etapa da guerra contra COVID-19: ‘Vamos reabrir a América’

Trump

Andrew Cuomo voltou a criticar o presidente Donald Trump, que, a seu ver, interfere nas gestões dos governadores sem dar o apoio que julga necessário.

"O estado deveria fazer isso, fazer aquilo, fazer aquilo outro. Ok. Mas qual é o suporte que você deu aos estados? Nenhum. Eu quero dizer, como pode ser assim? Como isso pode ser considerado uma estratégia? Não funciona".

"Nós precisamos de recursos financeiros para estabilizar os estados porque quando você deixa os governos estaduais com fome, você sabe, eu continuo comendo. O Dr. Zucker continua comendo, mas nós não conseguimos financiar escolas, não conseguimos financiar hospitais, não conseguimos financiar pequenos negócios, não conseguimos financiar esses extraordinários esforços que nós estamos fazendo. Não faz nenhum sentido", disse.