Vórtex polar atinge milhões de americanos com ventos fortes e mínimas recordes

Judson Jones e Allison Chinchar, da CNN
09 de maio de 2020 às 17:57 | Atualizado 09 de maio de 2020 às 18:02
Pelo menos 20 estados dos EUA estão sob vigilância devido ao vórtex polar
Foto: CNN

Mais de 100 milhões de americanos irão sofrer com temperaturas abaixo de zero neste fim de semana, um forte contraste com o clima ensolarado da semana passada.

O sábado começou com a queda de neve registrada em Nova York pelo Serviço Nacional de Meteorologia.

O Serviço Meteorológico Nacional dos EUA (NWS) publicou neste sábado (9) no Twitter: “Neve no Central Park! Em maio! O sistema automatizado de observação de superfície (ASOS) do Central Park registrou neve. Isso se junta à última nevasca recorde deste dia em 1977”.

O Central Park, em Nova York, enfrentou na manhã deste sábado 1,1 graus Celsius (34 graus Fahrenheit). A neve também caiu já durante a noite de sexta na Pensilvânia e no norte de Nova York, e continuou no sábado em Vermont, New Hampshire, Massachusetts e Maine. Em alguns estados a neve chegou a 30,5 centímetros, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Pelo menos 20 estados estavam sob vigilância, alerta ou alerta de geada neste sábado. Em alguns estados do nordeste, parecia mais o início de março do que maio.

Culpe o vórtex polar

O vórtex polar, como o nome revela, é uma circulação de ventos fortes que normalmente rodeiam o Polo Norte, movendo-se na direção oeste-leste, ou seja, em um sistema polar de baixa pressão.

Esses ventos tendem a manter o ar frio 'trancado' nas regiões árticas do hemisfério norte. Não é uma tempestade única. Às vezes, esse vórtex pode se deslocar muito mais ao sul do que normalmente, permitindo que o ar frio, então, incline para o sul.

Mas esse ar não se espalhou para os Estados Unidos no último inverno. Mas agora o vórtice polar está enfraquecendo, permitindo que o ar do Ártico saia de seu lugar habitual e cause baixas temperaturas na região leste no fim de semana.

Haley Brink da CNN e Jay Croft contribuíram para este relatório.