Tripulantes de cruzeiros retidos em navios relatam tratamento hostil e ameaças

Dezenas de navios estão impedidos de atracar nos Estados Unidos e 600 brasileiros estão presos neles

Núria Saldanha e Fernando Henrique Da CNN, em Nova York
24 de maio de 2020 às 21:35 | Atualizado 25 de maio de 2020 às 12:18

Enquanto passavam férias nos navios, milhares de passageiros foram surpreendidos pelo surto do novo coronavírus e acabaram sendo repatriados, mas cerca de 100 mil trabalhadores de navios de cruzeiro foram deixados para trás. Aproximadamente 40 mil deles estão confinados em embarcações ancoradas nas costas leste e oeste dos Estados Unidos e pelo menos 600 são brasileiros. 

Estar preso dentro de pequenas cabines de navios contra vontade própria não é o único problema. Tripulantes relatam tratamento hostil por parte das companhias, como comida servida fria ou fora da validade, cobrança por itens básicos como pasta de dente, internet e até água, além de ameaças constantes. 

O efeito psicológico de todo esse período dentro de um navio é pesado para os integrantes da tripulação e mortes por suicídio são investigadas em navios de pelo menos duas companhias. A CNN conversou com tripulantes que estão confinados nas embarcações há meses para mostrar a situação. Assista à reportagem.