Twitter desativa vídeo de campanha de Trump em homenagem a George Floyd

Plataforma afirma que publicação foi alvo de queixa por direitos autorais

Reuters
08 de junho de 2020 às 23:47
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington
Foto: Yuri Gripas/Reuters (19.mai.2020)

O Twitter desativou de sua plataforma um vídeo tributo da campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a George Floyd. O motivo seria uma denúncia de direitos autorais. O clipe, que é um compilado de fotos e vídeos de protestos e casos de violência após a morte de Floyd, tem Trump falando ao fundo.

O assassinato de George Floyd, no dia 25 de maio, gerou uma onda de protestos nos Estados Unidos. O caso obteve repercussão mundial após a divulgação do vídeo que mostra um policial branco ajoelhado no pescoço de Floyd, durante uma abordagem, enquanto ele perdia o fôlego e alertava que não conseguia respirar.

Leia também:

Em tensão com Twitter, Trump quer se comunicar por aplicativo próprio

Twitter adverte publicação de Trump por 'glorificar a violência'

O Twitter afirmou que o vídeo na conta da campanha do presidente foi afetado por sua política de direitos autorais.

"Nós respondemos a reclamações válidas de direitos autorais, enviadas a nós por um proprietário de direitos autorais ou por seus representantes autorizados", disse um representante do Twitter.

A plataforma está em um intenso conflito com o governo Trump desde que colocou alertas em tuítes dele sobre alegações infundadas de fraudes em cédulas de votação e outro sobre os protestos em Minneapolis, que segundo o Twitter, enaltecia a violência.

Ken Farnaso, vice-secretário de imprensa da campanha de Trump, disse que era "surpreendentemente triste" que o Twitter se juntasse à grande mídia na censura da mensagem do presidente.

O vídeo foi publicado por sua campanha em 3 de junho. Também foi publicado no canal de Trump no YouTube e na página de sua campanha no Facebook. O clipe tem mais de 1,4 milhão de visualizações no YouTube e no Facebook juntos.

O Facebook afirmou que não recebeu nenhuma reclamação de direitos autorais relacionada ao clipe, enquanto o Google, proprietário do YouTube, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.