Casa Branca avalia decreto para alterar atuação da polícia nos Estados Unidos

Porta-voz de Donald Trump diz que medida seria tomada de forma paralela aos projetos de lei sobre o tema em andamento no Congresso

Reuters
10 de junho de 2020 às 12:01
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: Tom Brenner - 1.jun.2020/ Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode tomar medidas políticas sobre a questão racial e a atuação da polícia por meio de um decreto, paralelamente ao projeto de lei que parlamentares apresentaram no Congresso, disse sua porta-voz à Fox News em uma entrevista na quarta-feira (10).

"Acreditamos que teremos prescrições políticas proativas, seja uma legislação ou uma ordem executiva", disse a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany. Ela se recusou a oferecer detalhes, dizendo que o presidente republicano ainda analisava várias possibilidades.

A possibilidade de o presidente agir por meio de um decreto surge ao mesmo tempo em que democratas e republicanos no Congresso avançam com propostas destinadas a reformar a atuação da polícia em meio a protestos maciços provocados pela morte do mês passado de George Floyd, um homem negro em Minneapolis que morreu sob custódia de um policial branco, que ficou quase nove minutos ajoelhado em seu pescoço.

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Na segunda-feira, democratas na Câmara divulgaram um projeto de lei que proibiria os estrangulamentos, exigiria câmeras corporais para policiais federais e restringiria o uso de força letal, entre outras medidas. Na terça, republicanos no Senado disseram que também trabalham em um projeto de lei.

Ken Cuccinelli, vice-secretário interino de Segurança Interna, também não quis informar quais ações Trump está considerando tomar em relação a essa questão.

"Você verá uma mistura de propostas legislativas que podemos trabalhar em bases bipartidárias, assim como o presidente fez com a reforma da justiça criminal, e ações executivas que ele pode tomar por conta própria", disse Cuccinelli à Fox Business Network.

Trump assinou uma lei bipartidária em 2018 que mudou os requisitos para sentenças e o tratamento de prisioneiros federais.