Importação de salmão pode ter gerado novo surto de Covid-19 em Pequim

Organização Mundial de Saúde solicitou mais investigações após o vírus ser encontrado em tábuas usadas para o corte de salmão

Emma Farge, Mike Shields, Stephanie Nebehay e Josephine Mason da Reuters
15 de junho de 2020 às 17:10
Pessoas fazem fila para serem submetidas a teste para Covid-19 em Pequim
Pessoas fazem fila para serem submetidas a teste para Covid-19 em Pequim
Foto: Thomas Peter/Reuters

As origens de uma nova alta nas infecções por coronavírus em Pequim não são certas, disseram autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (15), descrevendo como "hipótese" a alegação de que poderia ter sido causada por importações ou empacotamento de salmão.

Vários distritos da capital chinesa instalaram postos de verificação, fecharam escolas e ordenaram que as pessoas fossem testadas para o coronavírus nesta segunda-feira, após um aumento inesperado nos casos da doença relacionado ao maior mercado atacadista de alimentos da Ásia.

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Jornais estatais informaram que o vírus foi descoberto em tábuas usadas para cortar salmão importado no mercado de Xinfadi, em Pequim, em meio a preocupações sobre uma segunda onda da pandemia na China.

Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, disse em entrevista por videoconferência que seria "reticente" dizer que a embalagem precisa ser testada para o vírus como resultado das novas infecções.

Ainda nesta segunda-feira, Ryan falou sobre o Brasil, dizendo que o país é um dos vários enfrentando um número crescente de casos de Covid-19, e também disse que a situação da doença é preocupante na América Central.