Assessor da Casa Branca diz que "nunca ouviu" Trump pedir ajuda para a reeleição

Trump renovou sua ameaça de cortar os laços com a China, tuitando que "uma dissociação completa da China" continuava sendo uma opção para os Estados Unidos

Andrea Shalal; edição de Lisa Shumaker e Nick Zieminski, da Reuters
21 de junho de 2020 às 12:51 | Atualizado 21 de junho de 2020 às 12:53

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump fala em evento na Casa Branca

Foto: AFP (17.jun.2020)

O assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, disse neste domingo (21) que estava na sala com o presidente Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, quando se reuniram, mas nunca ouviu o presidente dos EUA pedir a ajuda da China para conquistar a reeleição.

Navarro disse ao "State of the Union" da CNN que a alegação explosiva feita em um livro do ex-assessor de segurança nacional, John Bolton, era "apenas boba", dado o quão duro Trump havia sido com a China e suas práticas comerciais desleais.

"Eu nunca ouvi isso. Eu estava na sala", disse Navarro, ecoando as observações do representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, na semana passada (14).

Leia também:

Governo chinês trabalha para ampliar comércio com Brasil após pandemia

Trump cancela discurso ao ar livre antes de comício por falta de público

Justiça dos EUA nega pedido de Trump para barrar livro de ex-assessor

Bolton deve enfrentar consequências - incluindo potencialmente um tempo na prisão - pelo uso de informações altamente sigilosas ao longo do livro, disse Navarro.

Navarro, um feroz crítico da China, também reviveu uma disputa de longa data sobre a origem do novo coronavírus que inflama as tensões entre os Estados Unidos e a China nos últimos meses, mesmo depois que as duas maiores economias do mundo assinaram um acordo comercial de Fase 1º em janeiro.

Ele disse que o vírus era "um produto do Partido Comunista Chinês" e continuava sendo "uma questão em aberto" se foi criado propositalmente.

"Esse vírus saiu da China", disse ele. "O Partido Comunista Chinês é responsável por isso. Eles criaram o vírus na China, esconderam por dois meses e mataram mais de 100 mil americanos."

A China rejeita firmemente qualquer alegação de que tenha deliberadamente desencadeado o vírus.

Na semana passada, Trump renovou sua ameaça de cortar os laços com a China, tuitando que "uma dissociação completa da China" continuava sendo uma opção para os Estados Unidos.