Prefeito de Seul é encontrado morto horas depois de desaparecer

Quase 600 policiais e bombeiros, junto com três cães de resgate, foram mobilizados nas buscas

Da CNN
09 de julho de 2020 às 14:45 | Atualizado 09 de julho de 2020 às 16:01
O prefeito de Seul, Park Won-soon, administrava a capital sul-coreana desde 2011
Foto: Wikimedia Commons/Acrofan.com
 
O prefeito da capital sul-coreana, Seul, Park Won-soon, foi encontrado morto horas depois de ter desaparecido e a polícia iniciar uma grande operação para encontrá-lo.

O desaparecimento de Park foi comunicado pela sua filha na noite de quinta-feira (horário local), segundo um policial envolvido com o caso.

Park deixou a residência oficial do prefeito por volta das 10h40 (horário local) na quinta-feira, vestindo um chapéu preto e uma mochila, após cancelar as reuniões agendadas para o dia, de acordo com várias notícias locais.

Quase 600 policiais e bombeiros, junto com três cães de resgate, foram mobilizados para procurar o prefeito de Seul. 

O corpo de Park Won-soon foi encontrado nas montanhas da cidade sete horas depois da operação, de acordo com confirmação da polícia de Seul em um comunicado à imprensa.

As equipes de busca vasculharam o parque Waryong, onde a policial afirmou que o prefeito foi gravado pelo circuito de câmares de segurança.

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Seu último sinal de celular foi detectado no bairro de Seongbuk-gu, em Seul, muito perto de sua residência oficial no bairro de Jongno-gu, relatou um policial.

A filha do prefeito disse que ele desapareceu às 17h17 de quinta-feira (horário local), que seu telefone estava desligado, e que deixou uma mensagem escrita "como um testamento", informou a agência de notícias Yonhap. Centenas de policiais participaram da busca pelo prefeito.

A Yonhap afirmou que uma ex-secretária de Park apresentou uma queixa na quarta-feira por supostos incidentes de assédio sexual.

Ascensão na política

Ativista por direitos civis e prefeito de Seul desde 2011, Park era visto como uma esperança para os liberais nas eleições presidenciais de 2022.

Como advogado na década de 1990, ele venceu um dos primeiros casos de assédio sexual na Coreia do Sul e defendeu fortemente a causa de "mulheres de conforto", aquelas que foram forçadas a trabalhar nos bordéis militares japoneses durante a guerra antes e durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Japão ocupou a Coreia.

A vitória de Park, sem vínculos políticos ou experiência eleitoral, provocou frenesi por ter imposto uma derrota ao o partido que estava no poder. 

Sua ascensão inesperada à segunda posição mais poderosa do país foi vista como um sinal de que os sul-coreanos estavam cansados da política tradicional.

O ex-advogado de direitos humanos, que governou de forma independente, formou uma aliança com partidos da oposição, defendeu projetos de bem-estar da cidade e se tornou um símbolo de reforma da capital.

Ele foi reeleito como prefeito em 2014 e novamente em 2018.

(Com informações da CNN Internacional e da Reuters)