EUA: Cliente de restaurante deixa gorjeta de US$ 1 mil para ajudar funcionários

Consumidor frequenta o estabelecimento desde 2001 e quis agradecer os colaboradores por servir os clientes durante a pandemia de coronavírus

Por Alaa Elassar, da CNN
11 de julho de 2020 às 17:34
Gorjeta de US$ 1.000 deixada no The Starving Artist por homem que não quis se identificar
Foto: Reprodução

Os funcionários de um restaurante de Nova Jersey, nos Estados Unidos, ficaram emocionados depois que um cliente deixou uma gorjeta de US$ 1.000.

Arnold Teixeira, dono do The Starving Artist, disse à CNN que o homem é um cliente regular do estabelecimento desde 2001. Ele não quis revelar sua identidade.

“O cliente e sua família comeram sua refeição e saíram sem dizer uma palavra, disse Teixeira. “Quando a garçonete que estava atendendo a família viu a gorjeta, começou a chorar. Então, outro funcionário viu o bilhete e também começou a chorar. Depois, eu vi e não pude evitar o choro. Foi extremamente emocionante porque tem sido tempos muito difíceis para nós”.

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O cliente estava tomando café da manhã no restaurante na semana passada no The Starving Artist, que comemorou seu vigésimo primeiro aniversário recentemente, quando deixou a gorjeta generosa junto a um bilhete emocionante.

“Muito obrigado por trabalhar em tempos tão difíceis”, disse na nota.

“Estamos gratos pela comida deliciosa, pelos sorrisos calorosos e pela ótima atmosfera. Por favor, saibam que gostamos muito de todos vocês. Não seria um bom verão sem o The Starving Artist”, escreveu o cliente.

No fim da nota, o homem pediu que a gorjeta de US$ 1.000 fosse dividida entre todos os funcionários. Teixeira, o dono do restaurante, dividiu o valor entre seus sete colaboradores, se excluindo do rateio.

O dono do restaurante, que é muito querido na região de Ocean Grove, disse que não tinha certeza se conseguiria manter o negócio aberto depois que a pandemia de coronavírus o forçou a fechar as portas, em março.

“As coisas só pioravam. Chegou ao ponto em que eu estava me preparando para a possibilidade nunca abrirmos novamente. E agora o faturamento não chega à metade do patamar normal para o meio do verão”, disse Teixeira.

“Mas essa gorjeta restaurou nossa fé na humanidade. Isso fez com que nós nos sentíssemos com o que estamos fazendo. Seguimos uma série de regras para proteger nossos clientes e isso pode se tornar exaustivo depois de um tempo, mas agora sabemos que nosso esforço está sendo notado”.