Biden amplia vantagem contra Trump para 15 pontos em nova pesquisa nacional

Levantamento mostra enfraquecimento do atual presidente nos temas econômicos, principal plataforma do republicano pela reeleição

Grace Sparks, da CNN
15 de julho de 2020 às 23:48
O ex-vice-presidente Joe Biden
Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O ex-vice-presidente Joe Biden ampliou para 15 pontos a vantagem contra o presidente Donald Trump para as eleições desde ano, de acordo com a nova pesquisa nacional da Universidade Quinnipac.

A pesquisa também traz outras notícias ruins para o presidente a respeito da economia, a área mais importante para o plano de reeleição dele.

A maioria dos eleitores registrados (52%) disseram que irão apoiar Biden nas eleições gerais, contra 37% que pretendem votar em Trump, uma margem maior do que a pesquisa da Quinnipac em junho, quando 49% apoiavam Biden e 41% apoiavam Trump.

Uma outra pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15), esta pela emissora NBC e pelo jornal The Wall Street Journal, também coloca Biden à frente de Trump por uma margem crescente.

A pesquisa coloca Biden com 51% contra 40% do republicano. Na pesquisa NBC/WSJ de junho, o democrata derrotava o atual presidente por 49% contra 42%.

Desempenho

O levantamento da Universidade Quinnipac também apresenta uma desaprovação a respeito do desempenho de Trump -- com uma notável reversão na economia, em que o desempenho do presidente passou a ser visto de forma negativa.

A economia era a única área em que Trump era aprovado na pesquisa da Quinnipac, mas agora só 44% aprovam, contra 53% que reprovam.

No entanto, a pesquisa NBC/WSJ não vê a mesma reversão. A maioria dos eleitores registrados (54%) aprovam como Trump está conduzindo a economia e 42% reprovam, estável em comparação com a pesquisa deles de fevereiro.

Um número consideravelmente menor apoia como Trump lida com questões raciais (33%) e coronavírus (37%), de acordo com a NBC e o WSJ.

No geral, a pesquisa descobriu que 36% dos eleitores registrados aprovam a maneira como Trump faz seu trabalho em uma perspectiva mais ampla, enquanto 60% desaprovam. Em junho, 42% aprovavam e 55% reprovavam.

A pesquisa também descobriu que Biden supera Trump quando eleitores são perguntados quem faria um trabalho melhor conduzindo a economia -- 50% disseram o democrata e 45% falaram o republicano. É o contrário de junho, quando 51% disseram que Trump seria melhor e 46% falaram Biden.

Biden também mantém vantagens sobre Trump a respeito de combater a desigualdade racial (32 pontos a mais), combater o coronavírus (24 pontos), cuidados de saúde (23 pontos) e lidar com uma crise (19 pontos a mais).

Maior parte dos eleitores registrados (61%) reprovam a forma como Trump lida com a reabertura das escolas, enquanto apenas 29% aprovam.  A aprovação do presidente nesse tópico está na mesma faixa entre os pais com filhos abaixo de 18 anos (30%). 

Reabertura

A pesquisa da Quinnipiac mostra uma maioria dos eleitores (62%) que acreditam que é inseguro enviar estudantes de ensino fundamental, ginásio e ensino médio no outono, enquanto 31% acreditam que seria seguro. Em maio, 40% acreditavam que seria seguro enviar os estudantes de volta para as escolas e 34% tinham essa posição quando se tratava das universidades.

O levantamento da universidade coloca que os pais estão um pouco mais favorável ao retorno das crianças à escola -- 37% entre todos os pais e 38% entre aqueles cujos filhos estudam nas escolas públicas.

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A pesquisa NBC/WSJ mostra que 57% dos eleitores registrados prefeririam votar em um candidato a presidente ou ao congresso americano que estejam mais focado em controlar a disseminação do coronavírus, enquanto 25% prefeririam um postulante mais centrado em reabrir os negócios.

Uma pesquisa separada estadual também trouxe más notícias a Trump em um estado-chave para a eleição. O levantamento feito na Pennsylvania pela Monmouth University, também divulgado nesta quarta-feira, mostra Biden com uma vantagem significativa -- o democrata teria o apoio de 53% dos eleitores registrados, contra 40% de Trump.

A pesquisa da Quinnipac University foi realizada entre os dias 9 e 13 de julho com uma amostra nacional aleatória de 1.273 eleitores registrados. O levantamento tem uma margem de erro de 2,8 pontos, para mais ou para menos.

A pesquisa da NBC e do WSJ foi realizada entre os dias 9 e 12 de junho com uma amostra nacional de 900 eleitores registrados. O levantamento tem uma margem de erro de 3,27 pontos, para mais ou para menos.

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês)