Presidente do Irã estima que 25 milhões de cidadãos do país tiveram Covid-19

Os números informados por Rouhani são muito maiores do que os dados oficiais, que contabilizam 271.606 casos confirmados até o momento

Reuters
18 de julho de 2020 às 11:06
Hassan Rouhani, presidente do Irã
Foto: Iran Gouvernment/ Reprodução

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse neste sábado (18) que 25 milhões de iranianos foram infectados pelo coronavírus e que outros 35 milhões ainda devem contrair a doença, no momento em que o país reinstituiu restrições na capital e em outras regiões.

Os números informados pelo presidente durante um discurso televisionado são muito maiores do que os dados oficiais, que contabilizam 271.606 casos confirmados até o momento. 

O gabinete de Rouhani disse que os dados foram baseados em "um cenário estimado" a partir de um relatório do vice-ministro de pesquisa do Ministério da Saúde.

"Nossa estimativa é que, até agora, 25 milhões de iranianos foram infectados pelo coronavírus e cerca de 14.000 pessoas perderam suas vidas", disse Rouhani no discurso. "Existe a possibilidade de que entre 30 e 35 milhões de outras pessoas estejam em risco".

Ele acrescentou que 200.000 pessoas foram hospitalizadas, e que o ministério esperava que esse número dobre nos próximos meses.

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Restrições reinstituídas

As autoridades do Irã reimpuseram neste sábado restrições de uma semana na capital, Teerã, incluindo a proibição de atividades religiosas e culturais, o fechamento de internatos, cafés, piscinas cobertas, parques de diversões e zoológicos.

O Ministério da Saúde registrou 188 mortes nas últimas 24 horas, elevando o total do Irã para 13.979.

Com uma população de mais de 80 milhões de habitantes, o Irã foi o país do Oriente Médio mais atingido pela pandemia, com infecções e mortes aumentando acentuadamente desde que as restrições foram reduzidas a partir de meados de abril.

A partir de domingo (19), 22 cidades da província de Khuzestan, no sudoeste do país, ficarão em lockdown (confinamento) por três dias, anunciou a província no sábado.

Isso incluirá Behbahan, onde a polícia disparou, na última quinta-feira (16), gás lacrimogêneo contra uma multidão que protestava devido a dificuldades econômicas.