Ex-líder da Ku Klux Klan, David Duke é banido do Twitter


Oliver Effron, do CNN Business
31 de julho de 2020 às 20:35
O ex-líder da Ku Klux Klan, David Duke

O ex-líder da Ku Klux Klan, David Duke

Foto: Max Becherer/AP (31.jul.2020)

O Twitter baniu permanentemente a conta do ex-líder da Ku Klux Klan David Duke na noite desta quinta-feira (30), após múltiplas violações da companhia da política contra propagações de ódio.

As diretrizes da empresa proíbem contas que "promovam violência ou diretamente ataquem ou ameacem outras pessoas" com base em características pessoais. Duke, que foi líder de um ramo da KKK de 1974 a 1978, é condenado rotineiramente por racismo, antissemitismo, machismo e homofobia.

Não ficou claro qual ação específica rendeu a suspensão de Duke, mas um porta-voz do Twitter disse à CNN que a decisão estava "alinhada com as nossas diretrizes recém-atualizadas sobre links prejudiciais". 

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O Twitter anunciou mais cedo nesta semana que bloquearia algumas URLs e links que contivessem conteúdo prejudicial, e declarou que "contas dedicadas a compartilharem conteúdo que bloqueamos" poderiam ser suspensas. 

Para alguns, porém, a decisão de banir Duke —que tinha mais de 53 mil seguidores— foi muito pouco e tarde demais. A organização de defesa legal Southern Poverty Law Center, que se especializa em processos contra grupos de supremacia branca, classificou as ações do Twitter como "um passo na direção correta", mas também chamou a atenção por serem "bastante tardias".

"O Twitter e outras companhias de redes sociais e fóruns de mensagens ainda têm muito trabalho a fazer para limparem suas plataformas e pararem a transmissão de ideologias e propaganda de ódio", disse a ONG em nota.

A decisão da empresa acontece mais de um mês depois do YouTube banir Duke de sua plataforma, junto com outras contas de supremacistas brancos.

O Twitter também suspendeu outras contas nos últimos meses por conteúdo falso ou com discurso de ódio. A colunista britânica da extrema-direita Katie Hopkins foi suspensa permanentemente em junho. Mais cedo nesta semana, a rede social restringiu temporariamente Donald Trump Jr. depois que ele publicou um vídeo promovendo informações falsas sobre o novo coronavírus.

(Texto traduzido, leia o original em inglês)