75 anos da explosão: Nagasaki volta a pedir que mundo proíba bombas atômicas

Cerimônia para lembrar a data contou com um décimo das pessoas presentes em anos anteriores

Reuters
09 de agosto de 2020 às 02:35 | Atualizado 09 de agosto de 2020 às 02:43
Em razão da pandemia, a cerimônia para lembrar os 75 anos da bomba de Nagasaki contou com apenas 500 pessoas
Foto: Reprodução - 09.ago.2020 / Reuters

Nagasaki lembrou neste domingo (9) os 75 anos da explosão da bomba atômica sobre a cidade, devastando toda a região e matando milhões de pessoas no fim da Segunda Guerra Mundial.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, a cerimônia para lembrar a data contou com apenas 500 pessoas, o que correspondente a um décimo dos presentes em anos anteriores, segundo a emissora japonesa NHK.

O prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, pediu que as pessoas aplaudissem para homenagear o “hibakusha”, sobreviventes da bomba atômica, com a mesma força que aplaudem os médicos na linha de frente no combate à pandemia da Covid-19.

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Taue pediu ao governo japonês que ratifique o tratado de proibição nuclear de 2017 o mais rápido possível. O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, fez o mesmo apelo em seu discurso na cerimônia realizada em sua cidade na quinta-feira (6).

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, compareceu ao evento e mais uma vez evitou qualquer referência direta ao tratado.

Às 11h02 (horário local) do dia 9 de agosto de 1945, um avião de guerra norte-americano jogou uma bomba de 4,5 mil kg de plutônio-239, chamada “Fat Man”, em Nagasaki. Ela explodiu a cerca de 500 metros acima do solo, matando instantaneamente 27 mil pessoas e mais de 70 mil até o fim daquele ano.

O bombardeio sobre Nagasaki aconteceu três dias depois que uma bomba semelhante foi lançada sobre Hiroshima.