Argentina e México fecham acordo para produzir vacina de Oxford contra Covid-19

Países ficarão responsáveis por produção para América Latina, com exceção do Brasil, que já tem convênio com farmacêutica

Carolina Figueiredo*, da CNN
12 de agosto de 2020 às 22:09 | Atualizado 12 de agosto de 2020 às 22:35
Possível vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford
Foto: Sean Elias - 04.abr.2020 / Divulgação / Reuters

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou nesta quarta (12) que o país e o México fecharam um acordo com a farmacêutica AstraZeneca para produzir 150 milhões de doses da potencial vacina contra a Covid-19, desenvolvida em conjunto com a universidade de Oxford.

Fernández afirmou que os dois países ficarão responsáveis pela produção de toda a vacina necessária para a América Latina, exceto para o Brasil, que já fechou convênio com a farmacêutica.

Leia também:

Vacina de Oxford é quase 100% eficaz com duas doses, diz presidente da Fiocruz

Anvisa aprova dose de reforço em teste da vacina de Oxford contra Covid-19

O presidente argentnino considerou que o acordo coloca o país em "situação de tranquilidade e de poder receber a vacina quando necessário e a um preço razoável”.

Caso os resultados da fase 3 da imunização sejam positivos, os governos argentino e mexicano esperam abastecer a região a partir do primeiro semestre de 2021.

Segundo Fernández, a possibilidade de produzir milhões de doses adicionais ainda está sendo avaliada.

O acordo define que a biofarmacêutica mAbxience fabricará a substância ativa da vacina na Argentina e o laboratório mexicano Liomont completará o processo de formulação e acabamento.

“É um grande alívio para o futuro, não é uma solução para o presente. No presente continuamos a ter os mesmos problemas que já tínhamos", afirmou Fernández.

A Argentina registra, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, 260.911 casos de coronavírus e 5.088 mortes. O México é o segundo país mais atingido pela pandemia na América do Sul, atrás apenas do Brasil, com mais de 492 mil casos e 53.929 mortes.

No começo de julho, a chefe da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), Carissa Etienne, afirmou que "a região da América é claramente o epicentro atual da pandemia de Covid-19".