CNN Mundo: a crise na Venezuela e o impasse dos diplomatas

Para explicar a situação, Lourival Sant'Anna entrevista a representante venezuelana, em Brasília, María Teresa Bellandria

da CNN em São Paulo
30 de agosto de 2020 às 07:00 | Atualizado 30 de agosto de 2020 às 18:12

O governo brasileiro ordenou, no fim de abril, a saída dos diplomatas venezuelanos que representam o regime de Nicolás Maduro.

No entanto, o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu a decisão logo em seguida, por razões humanitárias, devido à pandemia da Covid-19. 

Assista também:

CNN Mundo: O impacto do coronavírus e das pressões internacionais na Venezuela

CNN Mundo: a tentativa fracassada de golpe e o olhar de refugiado venezuelano

O Brasil reconhece, como representante da Venezuela, a advogada, professora e diplomata María Teresa Belandria, designada embaixadora em Brasília pela Assembleia Nacional da Venezuela em fevereiro de 2019.

Nesta edição, o analista de internacional da CNN Lourival Sant'Anna entrevista Belandria sobre a situação na Venezuela e as relações do país com o Brasil.

Destaques da edição

A embaixadora deu detalhes sobre o trabalho no Brasil atualmente. Como os diplomatas que representam Maduro não desocuparam os consulados, ela diz que conduz os trabalhos sem escritório, diretamente de um hotel.

Belandria também trabalha sem receber do governo. "Nossas embaixadas não têm recursos, somos voluntários. Nossas embaixadas recebem apoio para que nosso trabalho possa ser feito".

Belandria fez um apelo pela proposta de Juan Guaidó, de decretar emergência nacional e convocar eleições.

"[O governo de Maduro] continua ali não por lealdade, mas porque fazem negócios", disse. "Nossa arma é a palavra. Temos que seguir pressionando os governos aliados. A melhor saída é pacífica, uma eleição livre".

Ela também acredita que uma eventual mudança no governo dos Estados Unidos não vai mudar a postura crítica do país em relação a Maduro.

"A situação não é esquerda e direita, é liberdade e ditadura", afirmou. "Em caso de mudança [de presidente dos EUA], o que pode acontecer é uma mudança de tom".