Jornalista australiana é detida na China em meio a tensões entre os dois países

Cheng Lei, apresentadora do braço internacional da TV estatal chinesa, foi detida por motivo desconhecido

Angus Watson e Julia Horowitz da CNN
31 de agosto de 2020 às 16:09
Bandeira da China em Pequim (27/05/2019)
Foto: Jason Lee/Reuters

Uma jornalista australiana, famosa no país, foi detida na China em meio à crescente tensão entre os dois países. 

O governo australiano recebeu uma ‘notificação formal’ da detenção de Cheng Lei em 14 de agosto, de acordo com uma nota lançada por Marise Payne, ministra de relações exteriores da Austrália.

Oficiais do consulado discutiram o assunto com a ministra no dia 27 de agosto.

A jornalista é uma âncora de business na CGTN, o braço internacional da emissora estatal da China, de acordo com o Departamento da Austrália para Negócios Externos e Negócios.

O motivo da detenção não foi divulgado.

Em nota, a família dela disse que está em “discussões próximas” com o governo australiano.

“Estamos fazendo tudo o que podemos como família para apoiar Cheng Lei”, dizia a nota. “Na China, o processo está sendo observado, e procuramos uma saída satisfatória para esse problema”.

A CGNT e o Ministério de Relações Exteriores da China não responderam a pedidos de esclarecimentos.

Leia também:
Índices da China fecham em baixa pressionados por setores financeiro e de saúde
Índia diz que tropas chinesas realizaram movimento militar na fronteira
Premiê indiano é pressionado a se posicionar após confronto militar com a China

O relacionamento entre China e Austrália se desgastou nos últimos meses. Após a Austrália ter iniciado uma investigação sobre as origens da pandemia do novo coronavírus, Pequim respondeu através do comércio, suspendendo algumas importações de carne e impondo tarifas pesadas na cevada exportada para os australianos.

Também foi dito, nesta segunda-feira, que uma investigação sobre importações de vinhos da Austrália será conduzida. 

Na semana passada, a Austrália bloqueou a venda de negócios de laticínios para uma empresa chinesa, afirmando que a negociação “é contrária aos interesses do país”.

(Texto traduzido do inglês, clique aqui para ler o original)