Passageiro é flagrado usando cobra como 'máscara' em ônibus na Inglaterra

Uma testemunha chegou a relatar que achou se tratar de uma máscara diferente, mas que percebeu que, depois de um tempo, o réptil começou a rastejar

Da CNN
16 de setembro de 2020 às 15:58

Um homem foi flagrado usando uma cobra enrolada no pescoço, no lugar da máscara de proteção contra Covid-19. A cena foi registrada em um ônibus na cidade de Swinton, na Inglaterra, e viralizou nas redes sociais nesta semana.

Uma testemunha chegou a relatar que achou se tratar de uma máscara diferente, mas que percebeu que, depois de um tempo, o réptil começou a se movimentar.

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Homem foi visto com cobra enrolada no pescoço durante trajeto de ônibus na Inglaterra
Foto: Reprodução/CNN (16.set.2020)

Um porta-voz da empresa de ônibus declarou que é importante seguir as regras de proteção facial adequadas para Covid-19 no transporte público e disse que o caso está sendo investigado, por causa do risco à segurança dos passageiros.

Uso correto 

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Foto: Reprodução/Pixabay

As máscaras de prevenção à Covid-19 devem ser de material adequado e exigem um uso específico para que tenham o resultado de proteção esperado.

“Muitas vezes, as pessoas saem com a máscara, mas não a usam corretamente. A máscara precisa cobrir o nariz e a boca. Essa máscara não poder ficar pendurada no pescoço, ou simplesmente protegendo [somente] a boca. É importante que as pessoas a utilizem adequadamente”, alerta o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo.

Gabbardo defende que a máscara tem um papel fundamental em conter a disseminação da Covid-19. Para ele, ainda houve uma demora em determinar a obrigatoriedade do uso do equipamento. 

“O Brasil e o mundo demoraram muito para ter iniciado [o uso]. Acho que a OMS [Organização Mundial da Saúde] demorou em recomendar a utilização das máscaras”, afirmou. 

O tempo de permanência com a máscara varia de acordo com o material com que ela foi feito. As máscaras de tecido, recomendadas pelo Ministério da Saúde, devem ser trocadas a cada duas horas.

A infectologista Rosana Richtmann explica que, no momento da troca, é importante não colocar as mãos no meio delas, já que o tecido pode estar contaminado. É preciso puxar pelos elásticos que envolvem as orelhas.

(Edição: Sinara Peixoto)