FBI acusa seis homens de conspirar para sequestrar governadora de Michigan

De acordo com a queixa criminal, grupo pretendia tomar medidas violentas contra governos estaduais que acreditam violar a Constituição

Christina Carrega, da CNN
08 de outubro de 2020 às 14:30 | Atualizado 08 de outubro de 2020 às 14:31
A governadora de Michigan, a democrata Gretchen Whitmer
De acordo com o FBI, acusados pretendiam tomar medidas violentas contra governos que acreditam violar a Constituição dos EUA; um dos alvos era a democrata Gretchen Whitmer
Foto: Divulgação/Andrew Layton/U.S. Air National Guard

Seis homens foram acusados nesta quinta-feira (8) de um suposto complô para sequestrar Gretchen Whitmer, govendaora democrata do estado norte-americano de Michigan, de acordo com uma denúncia criminal federal.

Entre os acusados há cinco pessoas que moram no próprio estado, Adam Fox, Ty Garbin, Kaleb Franks, Daniel Harris e Brandon Caserta, e um residente de Delaware – estado a cerca de 1.000 km de distância –, Barry Croft.

O FBI tomou conhecimento do esquema, relatado pela primeira vez pelo The Detroit News, no início de 2020 por meio de um grupo em uma rede social composto por indivíduos que discutiam a derrubada violenta de certos membros do governo e de forças de segurança, de acordo com a queixa criminal.

"Por meio de comunicações eletrônicas, Croft e Fox concordaram em unir outros em sua causa e tomar medidas violentas contra vários governos estaduais que acreditam estar violando a Constituição dos Estados Unidos", incluindo o governo de Michigan e [a governadora] Whitmer, de acordo com a denúncia.

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Documentos judiciais indicam um agente disfarçado do FBI viajou até a cidade de Dublin, em Ohio, em 6 de junho, para uma reunião com Croft, Fox e cerca de 13 outras pessoas.

“Eles discutiram diferentes maneiras de atingir esse objetivo, desde esforços pacíficos até ações violentas... Vários membros falaram em assassinar 'tiranos' ou 'sequestrar' um governador em exercício”, segundo a denúncia.

Em um momento durante a reunião, eles discutiram sobre aumentar seus membros e Fox entrou em contato com um "grupo de milícia” de Michigan, de acordo com a denúncia. A governadora de Michigan deve fazer um pronunciamento sobre o caso na tarde desta quinta-feira (8).

(Texto traduzido; leia o original em inglês)