Azerbaijão diz que destruirá unidade militar da Armênia que teria atacado civis

O conflito em Nagorno-Karabakh é o pior registrado desde o cessar-fogo de 1994

Da CNN 
14 de outubro de 2020 às 09:32
Soldado armênio dispara contra forças do Azerbaijão durante confronto
Foto: Ministério da Defesa da Armênia - 29.set.2020 / Reuters

O ministro da Defesa do Azerbaijão disse nesta quarta-feira (14) que vai destruir todas as unidades militares da Armênia que teriam alvejado assentamentos civis. O Ministério da Defesa armênio negou os disparos contra a população civil, mas afirmou que se reserva o direito de mirar em qualquer instalação militar e combater movimentos no território azeri.

O conflito em Nagorno-Karabakh é o pior registrado desde o cessar-fogo de 1994, que encerrou uma guerra sobre a região separatista que matou cerca de 30 mil pessoas.

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Para o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, o Azerbaijão tem o objetivo de ocupar completamente o território de Nagorno-Karabakh e descreveu a situação na área como "muito difícil". Em um discurso, Pashinyan disse ainda que o Azerbaijão e a Turquia não querem "parar a agressão".

Também nesta quarta, o Azerbaijão acusou a Armênia de tentar conduzir um ataque contra gasodutos e oleodutos azeris, e alertou para uma resposta “severa”, em uma escalada das tensões entre os dois países. Os armênios negam as acusações.

Rússia e Turquia

Desde 27 de setembro, quando o conflito reacendeu, mais de 500 pessoas morreram em Nagorno-Karabakh, área internacionalmente reconhecida como parte do Azerbaijão, mas governada e povoada por armênios étnicos. A violência aumenta o medo de que Turquia e Rússia se envolvam nos confrontos.

Nesta manhã, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que as agressões precisam parar imediatamente e a questão deve ser resolvida por meios diplomáticos.

O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou não concorda com a posição da Turquia sobre o conflito e uma solução militar era inaceitável. “Não é segredo que não podemos concordar com um comunicado que uma solução militar para o conflito é permitida”, disse Lavrov.

(Com Reuters)