Tailândia suspende medidas de emergência para impedir protestos

Países atravessa meses de protestos contra o primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha e a monarquia

Panarat Thepgumpanat, da Reuters
22 de outubro de 2020 às 02:16
Manifestantes da Tailândia em protesto por reformas na monarquia do país
Foto: Reprodução - 20.set.2020 / Reuters


 O governo da Tailândia ordenou, nesta quinta-feira (22), a remoção das medidas de emergência impostas uma semana antes para tentar encerrar meses de protestos contra o primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha e a monarquia, disse um comunicado.

As medidas, que provocaram manifestações ainda maiores, serão suspensas a partir da tarde desta quinta-feira, no horário local.

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"A atual situação de violência que levou ao anúncio da grave situação diminuiu e terminou em uma situação em que funcionários do governo e agências estatais podem aplicar as leis regulares", disse o comunicado publicado no jornal oficial Royal Gazette.

Na última quinta, o governo do país prendeu várias lideranças de protestos e anunciou a proibição de reuniões de mais de cinco pessoas sob um decreto de emergência que visava reprimir manifestações pró-democracia que têm crescido no país há mais de três meses.

O decreto foi emitido depois que milhares de manifestantes marcharam do Monumento à Democracia da cidade e romperam uma barreira policial para acampar em frente aos escritórios do primeiro-ministro Prayut Chan-o-cha na noite de quarta-feira. Os manifestantes pediam a renúncia de Prayut e a reforma da monarquia.

“Ao que parece, houve vários grupos convidando, incitando e cometendo reuniões ilegais”, dizia o decreto. "Houve atividades que afetaram a paz e a ordem pública".

Além de limitar os grupos a cinco pessoas, o decreto de emergência incluía uma proibição nacional de publicar e transmitir notícias e informações - inclusive online - que "incitam o medo entre o público".