França retorna a lockdown nacional para conter nova onda de casos de Covid-19

Medida vale a partir da próxima sexta-feira (30); escolas continuarão abertas

da CNN*
28 de outubro de 2020 às 16:37 | Atualizado 28 de outubro de 2020 às 20:41


 

A França voltará a um lockdown nacional para conter a onda crescente de casos de Covid-19, anunciou o presidente Emmanuel Macron em um discurso nesta quarta-feira (28). 

As medidas, que entram em vigor na próxima sexta-feira (30), preveem o isolamento total, exceto para comprar itens essenciais, procurar ajuda médica e fazer uma hora diária de exercício físico. Estabelecimentos não-essenciais de todos os tipos serão fechados.

A população precisará de um certificado para transitar no país, mas ainda poderá se deslocar para ir ao trabalho, se for impossível fazê-lo remotamente. Diferentemente das restrições de março deste ano, a maioria das escolas permanecerá aberta e lares de idosos podem continuar recebendo visitas.

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"O vírus está circulando em uma velocidade que nem as previsões mais pessimistas anteciparam", disse Macron. "Como todos os nossos vizinhos, estamos mergulhados na súbita aceleração do vírus". 

"Estamos todos na mesma posição: tomados por uma segunda onda que sabemos que será mais difícil e mais fatal que a primeira". 

As restrições estarão em vigor até 1º de dezembro. O presidente afirmou que, "se a situação melhorar", poderia avaliar a reabertura de lojas consideradas não-essenciais dentro de 15 dias.

A França reportou 523 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas —o maior número desde abril, quando o vírus atingiu seu pico no país. Médicos avisaram que as UTIs do país arriscam superlotação. 

Mais cedo neste mês, Macron anunciou um toque de recolher na capital Paris e outras grandes cidades, mas autoridades reconheceram nesta semana que a medida se provou insuficiente para abaixar as taxas de infecção e que uma resposta mais drástica seria necessária. 

(Com informações de Carolina Figueiredo, da CNN, e da Reuters)