Morre aos 54 anos Paolo Gabriele, mordomo que vazou documentos secretos do Papa

Segundo a imprensa oficial do Vaticano, ele morreu após um longo período internado para tratar uma doença não revelada

Philip Pullella, da Reuters
24 de novembro de 2020 às 18:35 | Atualizado 24 de novembro de 2020 às 18:37
O então Papa Bento XVI acena aos fiéis. À frente dele, no carro, seu então mordomo Paolo Gabriele, posteriormente condenado no escândalo do Vatileaks
Foto: Wikimedia Commons

 Paolo Gabriele, que foi mordomo do Papa Emérito Bento XVI, morreu em Roma após um longo período internado para tratar de uma doença não revelada, segundo a imprensa oficial do Vaticano.

Gabriele, que tinha 54 anos, foi condenado como parte do escândalo conhecido como "Vatileaks", por ter vazado documentos pessoais do então pontífice para a mídia.

Ele trabalhou por diversos anos como assessor pessoal de Bento XVI antes de entregar cartas e outros documentos que pegou da mesa do Papa em 2012 e entregou a um jornalista italiano, que escreveu um livro sobre corrupção no Vaticano.

Após a condenação de roubo e divulgação de informações secretas, Paolo Gabriele passou algumas semanas na pequena prisão do Vaticano. No Natal, ele foi perdoado pelo então Papa Bento XVI.

Com o perdão da condenação, Paolo Gabriele foi empregado em um hospital pediátrico do Vaticano. O mordomo deixa mulher e três filhos.