Joe e Jill Biden: 'Nossa tradição de Ação de Graças mais importante'

Família Biden diz que feriado deste ano será diferente por motivos de segurança em relação à pandemia de Covid-19

Joe e Jill Biden *
26 de novembro de 2020 às 10:21 | Atualizado 26 de novembro de 2020 às 10:23
Da esq. para dir., Melissa Cohen, Hunter Biden, Beau Biden, Naomi Biden, Joe Biden, Jill Biden, Maisy Biden, Finnegan Biden, Hunter Biden, Natalie Biden, Ashley Biden e Howard Krein
Foto: Adam Schultz - 07.nov.2020 / Campanha de Joe Biden

* Nota do editor: Joe Biden é o presidente eleito dos Estados Unidos. Jill Biden é a futura primeira-dama dos Estados Unidos, educadora e autora de best-sellers. As opiniões expressas neste texto são deles.

Neste Dia de Ação de Graças (26), as mesas em todo o nosso país terão uma cadeira vazia.

Pode ser a da pessoa amada que não pode viajar ou dos pais que estão no exterior. Talvez seja a da sua irmã ou irmão que vive ali do outro lado da cidade, mas que decidiu ficar longe para proteger a todos durante esta pandemia, garantindo que no próximo ano todos celebrem juntos.

Para as famílias dos norte-americanos que morreram neste ano, aquela cadeira é mais um lembrete de que alguém que amamos nunca mais voltará para casa.

Com o passar dos anos, as tradições criadas por nossa família tornaram-se rituais sagrados: fazer nossas receitas, transmitidas de geração em geração, em uma cozinha aconchegante e lotada; pôr a mesa com arranjos de flores frescas e acender velas; jogar futebol e partidas de damas; tirar uma foto da família cada vez maior. As tradições nos ajudaram a encontrar alegria depois de termos nossa própria cadeira vazia à mesa. Elas nos lembram que, mesmo em meio a tantas mudanças, os laços de família não mudam.

Em 2020, nosso peru será menor e o som da comida um pouco mais silencioso. Não haverá caminhadas em família no frio ou brigas divertidas entre os netos. Como milhões de norte-americanos, estamos deixando de lado temporariamente as tradições que não podemos cumprir com segurança.

Não é um sacrifício pequeno. Esses momentos com nossos entes queridos – esse tempo perdido – não voltam mais. No entanto, sabemos que é o preço de proteger uns aos outros e que não o pagamos sozinhos. Isolados em nossas próprias salas de jantar e cozinhas, espalhados de costa a costa, estamos nos curando juntos.

Mesmo assim, e como acontece entre vocês, nossa família manterá nossa tradição mais importante: reservar um momento para contar as muitas razões pelas quais devemos ser gratos.

Agradecemos aos trabalhadores da linha de frente que nunca pararam nesses meses longos e confusos, garantindo que nossos alimentos sejam colhidos e transportados, mantendo nossos supermercados estocados, recolhendo nosso lixo e mantendo nossas cidades e bairros seguros.

Agradecemos aos profissionais de saúde que fazem longos turnos e se isolam de seus entes queridos, os enfermeiros e enfermeiras que confortam e ajudam as pessoas a se despedir, e os médicos e médicas que lutam por cada respiração.

Agradecemos aos professores e professoras que aprenderam a ensinar em salas de aula virtuais quase da noite para o dia, que foram além de seu trabalho para ajudar famílias sem tecnologia adequada ou que atenderam ligações noturnas de pais à beira das lágrimas.

Agradecemos aos pais e mães que conduziram suas famílias através do caos, trabalhando ou procurando emprego, enquanto administravam o cuidado com os filhos e o aprendizado à distância.

Agradecemos aos pesquisadores e cientistas que passaram este ano aprendendo tudo o que podem para entender como combater esta pandemia, e estão trabalhando incansavelmente para encontrar uma vacina e um tratamento.

Agradecemos pelo espírito norte-americano do nosso povo, que não se acovarda diante da crise e das adversidades, e sim, em lugar disso, se une para apoiar uns aos outros. Todos aqueles que perderam o emprego, mas não o coração, que fizeram doações a bancos de alimentos ou perguntaram aos vizinhos: o que posso fazer? Como posso ajudar? Somos gratos por todos que nos lembraram que somos maiores do que os desafios que enfrentamos.

Acima de tudo, somos gratos pela fé e confiança que recebemos para continuar servindo esta bela, corajosa e complicada nação como seu futuro presidente e primeira-dama.

Este ano de perdas revelou nossa força coletiva. Isso nos mostrou que nossas vidas estão conectadas de maneiras invisíveis – que podemos estar separados sem estar sozinhos.

À medida que as temperaturas caem e as noites ficam mais longas, essas são as verdades que iluminarão nosso caminho adiante.

Devemos manter nossa gratidão às pessoas que aparecem todos os dias e tornam nossas comunidades mais fortes. Com coragem, compaixão e compromisso de lutar por aquilo que acreditamos, não há nada que este país não possa fazer.

Que o vazio em nossas mesas e em nossos corações seja preenchido com memórias de amor e risos. Que possamos valorizar nossas tradições, mesmo quando elas estão fora do nosso alcance, e nos apoiar na esperança do que ainda está por vir. Nós vamos passar por isso juntos, mesmo que tenhamos de ficar distantes.

Feliz Dia de Ação de Graças, da família Biden para a sua.

(Texto traduzido. Leia o original em inglês.)