Advogado de Trump, Giuliani deixa o hospital após ser tratado para Covid-19

Rudy Giuliani, advogado pessoal do presidente Donald Trump, deixou o hospital após ser tratado para Covid-19 e afirmou que remédios foram "milagrosos"

Devan Cole, CNN
10 de dezembro de 2020 às 12:08
Rudy Giuliani, advogado de Trump
Foto: REUTERS/Eduardo Munoz


Rudy Giuliani, advogado pessoal do presidente americano Donald Trump, deixou o hospital na quarta-feira (9) após passar quatro dias lutando contra o novo coronavírus.

O ex-prefeito de Nova York, de 76 anos, que está liderando as contestações judiciais de Trump para anular os resultados da eleição presidencial, foi admitido no Hospital da Universidade de Georgetown no domingo (6). Giuliani disse em uma entrevista de rádio que estava se sentindo bem e anunciou que deixaria as instalações mais tarde.

"Sinto-me quase 100% agora", disse ele à TalkRadio 77 WABC. "Eu tenho que ficar em quarentena por mais alguns dias. Porque da forma como eles calculam, eu provavelmente fui [infectado com coronavírus] sete, oito dias atrás. Então eu tenho cerca de mais três ou quatro dias para ter certeza de que está fora do meu sistema."

Giuliani foi flagrado por repórteres saindo do hospital em um veículo pouco antes das 17 horas na quarta-feira (9) e acenou com o polegar para cima para as câmeras.

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O advogado, que notou que no momento não estava apresentando nenhum sintoma grave, afirmou que alguns dos medicamentos administrados durante o hospital funcionaram "milagres". "Senti que era 10 anos mais jovem", disse ele, acrescentando que tomou "alguns dos mesmos medicamentos" que Trump tomou quando estava infectado pelo vírus, embora não tenha nomeado especificamente qualquer um.

Durante sua contaminação pela Covid-19 em outubro, Trump recebeu a terapia experimental de anticorpos da Regeneron, além de dexametasona e remdesivir, que mais tarde receberam aprovação federal para o tratamento de Covid-19.

A notícia da internação de Giuliani imediatamente levantou preocupações sobre até que ponto o advogado de Trump, que frequentemente apareceu sem máscara enquanto cruzava o país nas últimas semanas para fazer avançar as alegações infundadas de fraude eleitoral do presidente, pode ter espalhado o vírus entre funcionários públicos.

Na noite de domingo (6), foi anunciado que a legislatura do estado do Arizona - onde Giuliani havia comparecido no início da semana passada - seria fechada na semana seguinte por causa das preocupações da Covid-19. Jenna Ellis, outra advogada que representa os esforços de Trump para anular os resultados da eleição, também anunciou esta semana que seu teste foi positivo para Covid-19.

Giuliani, considerado de maior risco para complicações com o coronavírus devido à sua idade, desrespeitou repetidamente as diretrizes de saúde pública, aparecendo sem máscara em capitais estaduais, salões de baile de hotéis e em coletivas de imprensa internas nas últimas semanas. Em muitos dos eventos, a maioria das outras pessoas nos ambientes internos também não usava máscaras.