Arqueólogos descobrem fachada de torre asteca feita com crânio humano

Reuters
12 de dezembro de 2020 às 14:55 | Atualizado 12 de dezembro de 2020 às 14:56
Famosa torre asteca de crânios humanos na Cidade do México
Famosa torre asteca de crânios humanos na Cidade do México
Foto: INAH/Divulgação via REUTERS


Arqueólogos desenterraram novas partes de uma famosa torre asteca de crânios humanos que data de 1400, no centro da Cidade do México, disseram autoridades nesta sexta-feira (11).

A equipe descobriu em março a fachada e o lado leste da torre, assim como 119 crânios humanos de homens, mulheres e crianças, somando-se aos centenas encontrados anteriormente, de acordo com o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

A torre, com aproximadamente cinco metros de diâmetro, foi primeiramente descoberta há cinco anos.

Acredita-se que seja parte do Huey Tzompantli, uma enorme variedade de crânios que amedrontou os conquistadores espanhóis quando eles capturaram a cidade sob Hernán Cortés em 1521.

Leia mais:

México confirma quatro casos de Covid-19 em cachorros
Nova espécie de baleia pode ter sido encontrada no México

A estrutura cilíndrica fica próxima à enorme Catedral Metropolitana construída sobre o Templo Mayor, um dos principais templos da capital asteca, Tenochtitlán, atualmente Cidade do México.

"O Templo Mayor continua a nos surpreender, e o Huey Tzompantli é sem dúvida um dos achados arqueológicos mais impressionantes dos últimos anos em nosso país", disse a ministra da Cultura mexicana, Alejandra Frausto, em um comunicado do INAH.

Os arqueólogos identificaram três fases de construção da torre, que remonta entre 1486 e 1502.

A descoberta original da torre surpreendeu os antropólogos, que esperavam encontrar crânios de jovens guerreiros, mas também desenterraram crânios de mulheres e crianças, levantando questões sobre o sacrifício humano no Império Asteca.

"Embora não possamos dizer quantos desses indivíduos eram guerreiros, talvez alguns fossem prisioneiros destinados a cerimônias de sacrifício", disse o arqueólogo Raul Barrera.