Putin assina lei para permitir que ex-presidentes se tornem senadores vitalícios

Legislação segue mudanças radicais no sistema político da Rússia que, entre outras coisas, permitem que o presidente concorra a mais dois mandatos, se desejar

Reuters
22 de dezembro de 2020 às 10:01 | Atualizado 22 de dezembro de 2020 às 10:03
Putin poderá ficar no poder até 2036 se russos aprovarem mudança constitucional
Putin assinou lei que permite a ex-presidentes se tornarem senadores ao deixarem o Kremlin
Foto: Alexei Nikolskyi - 27.mai.2020/ Kremlin/ Sputnik/ Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou uma lei nesta terça-feira (22) para permitir que ex-presidentes se tornem legisladores vitalícios no Senado do país assim que deixem o Kremlin, de acordo com o site do governo.

A legislação segue mudanças radicais no sistema político russo iniciadas por Putin neste ano que, entre outras coisas, permitem que ele concorra a mais dois mandatos de seis anos no Kremlin, se desejar. Ele deveria deixar o cargo em 2024.

As reformas são analisadas de perto em busca de pistas sobre o que Putin pode fazer no final de seu atual mandato presidencial, o segundo consecutivo e o quarto no geral.

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A legislação assinada por ele nesta terça-feira permite aos presidentes nomear até 30 senadores para o Conselho da Federação, a Câmara Alta da Rússia, e também se tornarem senadores após deixarem o cargo.

Outra legislação que ainda não foi sancionada, mas já foi apoiada pela Câmara dos Deputados, concederia aos ex-presidentes imunidade por quaisquer crimes cometidos durante suas vidas, não apenas durante o mandato.