África do Sul deve ultrapassar o primeiro pico de onda de Covid-19

O número total de infecções é de 954.258. País também detectou uma nova variação do vírus

Da Reuters
23 de dezembro de 2020 às 19:58 | Atualizado 23 de dezembro de 2020 às 20:01
De acordo com o Ministério de Saúde africano, a taxa de propagação do vírus está mais rápida agora do que na primeira onda
Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

A taxa de infecções por coronavírus na África do Sul em breve ultrapassará o pico atingido na primeira onda no início do ano, alertou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (23). O país luta também contra uma nova variante do virús, que possui uma disseminação mais rápida da doença respiratória.

Mais 14.046 casos foram identificados, elevando o total de infecções para 954.258, disse o ministério.

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A taxa de positividade - ou a porcentagem de todos os testes de coronavírus realizados que são realmente positivos - ficou em 26%, cerca do dobro da taxa média de infecção que o país tinha visto antes de dezembro, quando o vírus deu sinais de perda da sua força.

O departamento de saúde da África do Sul disse na sexta-feira (18) que identificou uma nova mutação do vírus, variante 501.V2, e que provavelmente é essa variação que está por trás de um recente aumento nas infecções. Vários países responderam proibindo viajantes que vieram da África do Sul.

Funcionários locais e da Organização Mundial da Saúde (OMS) dizem que a variante é diferente daquela identificada na Grã-Bretanha, embora ambas carreguem mutações que as tornam mais transmissíveis do que as cepas dominantes que circulavam anteriormente.

Em um comunicado anunciando as últimas taxas de infecção, o Ministério da Saúde disse que os sul-africanos precisariam "revisar as restrições atuais e considerar outras medidas para garantir que conteremos a taxa alarmante de disseminação".

“A taxa de propagação é muito mais rápida do que a primeira onda e vamos ultrapassar o pico da primeira onda nos próximos dias”, enfatizou o ministério.

No início de dezembro, o presidente Cyril Ramaphosa endureceu as regras do COVID-19 para conter o ressurgimento, mas disse que um bloqueio completo semelhante ao implementado em março não era uma opção devido ao impacto econômico.