Israel acelera vacinação e tem esperança de sair da pandemia em março

Neste domingo, (27) o sistema de saúde centralizado de Israel administrou 280.000 vacinas, o ritmo mais rápido do mundo

Por Dan Williams, da Reuters
27 de dezembro de 2020 às 15:01
Frasco com a vacina Sputnik V em clínica em Rostov-On-Don, Rússia
Foto: Sergey Pivovarov/Reuters

Israel iniciou neste domingo, (27) o que as autoridades esperam ser o último bloqueio para restringir a proliferação do coronavírus, ao mesmo tempo em que acelera as vacinações a tal ritmo que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, diz esperar que o país consiga emergir da pandemia em março.

Se a promessa se cumprir, deverá ajudar Netanyahu a manter as esperanças em sua reeleição após alguns passos em falso que incluíram a suspensão de uma primeira quarentena contra o vírus e declaração prematura de vitória em maio.

Desde o início da vacinação uma semana antes do lançamento da campanha da União Europeia neste domingo, (27) o sistema de saúde centralizado de Israel administrou 280.000 vacinas, o ritmo mais rápido do mundo.

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Está em estudo a abertura de postos de vacinação 24 horas por dia e 7 dias por semana. Netanyahu quer que o número diário de doses administradas seja dobrado para 150.000 doses até o próximo fim de semana.

Isso pode permitir a vacinação de metade dos 9 milhões de israelenses até o final de janeiro. O país registrou quase 400.000 casos de Covid-19 e 3.210 mortes.

"Assim que terminarmos com esse estágio, em 30 dias poderemos emergir do coronavírus, abrir a economia e fazer coisas que nenhum país pode fazer", disse Netanyahu em um discurso pela televisão.

O primeiro-ministro conservador concorre às eleições do dia 23 de março, convocadas depois que sua coalizão governista entrou em colapso neste mês.

Uma pesquisa do Instituto de Democracia de Israel divulgada neste domingo revelou que 40,8% do público deu ao governo avaliações positivas pela forma como lidou com os aspectos médicos da crise, enquanto 32,2% avaliaram negativamente. Nos aspectos econômicos, as avaliações do governo foram 52,8% negativas e 19,7% positivas.