Após Brexit, pai de Boris Johnson quer cidadania francesa

Stanley Johnson, que é ex-membro do Parlamento Europeu, votou para que o Reino Unido permanecesse na UE

Reuters
31 de dezembro de 2020 às 08:17
Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido (19.mar.2020)
Foto: Leon Neal/Pool/Reuters

O pai do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta quinta-feira (31) que está solicitando um passaporte francês para manter seus laços com a União Europeia (UE) após o Brexit, que retirou os britânicos do bloco. 

Stanley Johnson, que é ex-membro do Parlamento Europeu e votou para que o Reino Unido permanecesse na UE no referendo de 2016, disse à rádio RTL que queria se tornar um cidadão francês por causa de fortes laços familiares com a França.

“Se bem entendi, sou francês. Minha mãe nasceu na França, a mãe dela era totalmente francesa assim como o avô. Então, para mim, trata-se de recuperar o que já tenho. E isso me deixa muito feliz”, disse Johnson, aos 80 anos, falando francês.

"Serei sempre um europeu, isso é certo. Não se pode dizer aos britânicos: vocês não são europeus. Ter um vínculo com a União Europeia é importante", acrescentou.

O filho, Boris Johnson, foi um dos rostos público da campanha que defendia a saída do Reino Unido e diz que a Grã-Bretanha pode "prosperar poderosamente" como uma nação totalmente soberana fora do que ele vê como uma União Europeia excessivamente burocrática.

Porém, na quarta-feira (30), o primeiro-ministro tomou uma posição mais concilatória quando o parlamento aprovou o novo acordo comercial com a UE.

"Este não é o fim da Grã-Bretanha como país europeu. Somos, em muitos aspectos, a civilização europeia por excelência, e vamos continuar a ser assim", declarou Boris.

O Reino Unido deixa oficialmente a órbita da União Europeia na noite desta quinta, depois de uma ligação frequentemente tensa de 48 anos com o projeto europeu.