"Já liguei para o CEO da Pfizer às duas da manhã sobre vacinas", disse Netanyahu

"Dissemos que Israel poderia servir como um laboratório mundial para a imunidade de rebanho ou algo próximo disso muito rapidamente", disse ele sobre negociação

Luana Franzão*, da CNN, em São Paulo
28 de janeiro de 2021 às 16:15 | Atualizado 29 de janeiro de 2021 às 15:36

 
 

Israel é o país que mais se destacou até o momento na vacinação mundial. O país já vacinou cerca de 49,1 a cada 100 pessoas contra a Covid-19 e está caminhando para a imunidade de rebanho.

Durante o terceiro dia do Fórum Econômico de Davos, nesta quarta-feira (27), o primeiro-ministro do pequeno país comentou a eficiência do programa de imunização. "Compramos muito e muito rápido", disse Benjamin Netanyahu. "Eu estive no telefone com o CEO da Pfizer, Albert Bourla, e eu acho que cerca de 2 da manhã, ele colocou seus conselheiros legais na linha, e nós os nossos, e então negociamos".

Ele também explicou que convenceu a farmacêutica a vendê-los tantas doses com um argumento que, segundo o líder, está se concretizando. "Dissemos que Israel poderia servir como um laboratório mundial para a imunidade de rebanho ou algo próximo disso muito rapidamente. Temos um sistema eficiente de distribuição (...)".

Segundo Netanyahu, 80% da população idosa de Israel já foi vacinada. Recentemente o país começou a vacinar jovens de 16 a 18 anos. Cerca de 30% da população já tomou duas doses da vacina e teoricamente, está imunizada, e cerca de um terço já tomou ao menos uma.

"Este momento é uma corrida entre as vacinas e as mutações", disse o premiê israelense, reforçando a importância da velocidade nas imunizações.

Até o momento, o país está utilizando apenas vacinas da parceria entre a farmacêutica Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech. Doses da vacina da Universidade de Oxford com a AstraZeneca devem ser entregues em breve, assim como da vacina da Moderna, que deve chegar em fevereiro em Israel.

*Com informações da Reuters

*sob supervisão de