Senado vai julgar Trump no 2º processo de impeachment nesta terça (9)

Ex-presidente dos Estados Unidos é acusado de encorajar apoiadores a invadirem o Capitólio

Núria Saldanha, da CNN, em Washington
08 de fevereiro de 2021 às 08:03 | Atualizado 08 de fevereiro de 2021 às 08:06


O julgamento no Senado do processo de impeachment contra o ex-presidente Donald Trump começa nesta terça-feira (9). Ele é acusado de encorajar apoiadores a invadirem o Capitólio nos Estados Unidos.

Ainda que a absolvição de Trump seja o desfecho mais previsível, os senadores terão que ouvir horas de depoimentos sobre a violenta invasão do Congresso americano, que resultou em cinco mortes.

Os chamados gerentes do impeachment, que são representantes da Câmara, onde o inquérito já foi aprovado, atuam como promotores do caso, e os senadores são os jurados do julgamento que deve durar semanas. 

As acusações são graves porque envolvem mortes e os senadores viveram na pele os momentos de terror, onde foram encurralados dentro do Capitólio enquanto os invasores destruíam o prédio e prometiam violência contra muitos deles. 

Ainda não se sabe se testemunhas sobre o caso serão ouvidas, mas a acusação vai exibir imagens do horror vividos por policiais e congressistas no dia 6 de janeiro.

O principal argumento da defesa do ex-presidente é que o impeachment é inconstitucional porque Trump já deixou o governo. Mas os democratas dizem que não há nada na Constituição que determine que só funcionários que estejam ocupando cargos federais possam ser julgados.

Ex-presidente Donald Trump fala a jornalistas
Foto: Kevin Lamarque/Reuters (12.jan.2021) 

O presidente Joe Biden não quer se envolver com o julgamento do impeachment. Em entrevista à rede americana CBS disse que vai deixar a decisão para os senadores.

Mas o democrata diz que Trump não deve mais receber informações do país, que são tradicionalmente enviadas aos ex-presidentes, por questões de segurança nacional.

A pena da condenação do impeachment é tirar alguém do cargo. Trump já saiu, mas se for condenado, o Senado pode fazer uma segunda votação para impedi-lo de ocupar novamente a presidência do país.