Alemanha quer usar o medicamento Regeneron no tratamento contra a Covid-19

Testes clínicos despertaram interesse do governo alemão após apresentarem altas taxas de eficácia do coquetel de anticorpos contra a Covid-19

Weslley Galzo, da CNN, em São Paulo
15 de abril de 2021 às 13:54 | Atualizado 15 de abril de 2021 às 14:48

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, afirmou nesta quinta-feira (15) que o governo deseja utilizar o coquetel de anticorpos monoclonais desenvolvido pela farmacêutica Regeneron para o tratamento contra a Covid-19 no país.

De acordo com Spahn, o Ministério discute detalhes sobre o reembolso em caso de complicações para finalizar a negociação de aquisição do medicamento. 

O coquetel está na fase 3 do ensaio clínico que vai atestar a segurança e eficácia do tratamento com anticorpos. A Regeneron divulgou na segunda-feira (12) novos dados sobre os testes realizados, que apontaram a capacidade do medicamento de prevenir os sintomas da Covid-19 em pessoas expostas ao vírus com apenas uma injeção do coquetel. 

Ainda segundo as notas publicadas pela empresa sobre o ensaio, a droga forneceu 72% de proteção contra infecções sintomáticas na primeira semana e 93% de proteção nas semanas subsequentes. 

Diante dos resultados positivos apresentados pelos estudos sobre a efetividade da droga, o governo da Alemanha demonstrou interesse em adquirir grandes quantidades do fármaco.

"O medicamento está disponível na Alemanha, precisamos muito mais e queremos muito mais e estamos trabalhando para distribuí-lo por todo o país", disse o ministro da Saúde alemão em entrevista coletiva semanal.

A Regeneron busca a expansão da autorização de uso emergencial para o medicamento, atualmente disponível nos Estados Unidos para tratar Covid-19 leve a moderado em pessoas já infectadas. No novo teste, o medicamento, denominado REGEN-COV, reduziu o risco de infecções sintomáticas em 81%. 

Regeneron começou fase final de testes clínicos com coquetel de anticorpos para tratar casos de Covid-19
Foto: Reuters

(Com informações da Reuters e Jamie Gumbrecht, da CNN)