Bolsonaro deve anunciar a Biden mais recursos para fiscalizar Amazônia

Áreas de fiscalização do Ministério do Meio Ambiente devem ter aumento de verba

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
19 de abril de 2021 às 20:15 | Atualizado 19 de abril de 2021 às 21:31

O presidente Jair Bolsonaro deverá anunciar em seu discurso de três minutos da Cúpula do Clima na quinta-feira a ampliação do orçamento para o Ministério do Meio Ambiente, mais especificamente para as áreas de fiscalização. 

Além disso, o presidente vai reiterar os termos da carta encaminhada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, como o fim do desmatamento ilegal até 2030 e a possibilidade de redução da neutralidade carbônica. Também deverá abordar a possibilidade de cooperação econômica com o setor privado.

A ampliação do orçamento, porém, é tratada pela diplomacia brasileira como o grande anúncio, muito embora não esteja previsto o percentual de aumento. O motivo alegado por interlocutores do presidente é que ainda não está sancionado o orçamento deste ano. O certo, porém, é que órgãos como Ibama e ICMBio deverão ser contemplados.

 

Na semana passada, mais de uma dezena de senadores democratas pediram ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para segurar a assistência financeira ao Brasil, a menos que o país demonstre que está reduzindo o desmatamento na Amazônia e combatendo crimes ambientais.

Área de garimpo ilegal na Amazônia, no Alto Tapajós (PA)
Foto: CNN (5.ago.2020)

 

Os senadores alertaram Biden para ser cauteloso com as promessas de Bolsonaro. O desmatamento na porção brasileira da floresta amazônica disparou sob o governo Bolsonaro, atingindo o maior nível em 12 anos em 2020.

O Itamaraty tem recomendado o Planalto a apresentar na breve medidas concretas e que a participação de Bolsonaro no encontro possa reverter a imagem do país no exterior.  A ação do governo na reunião será combinada com a ida do novo ministro das Relações Exteriores, Carlos França, na Câmara dos Deputados no mesmo dia para prestar esclarecimentos aos deputados sobre a nova política externa.