EUA vão investigar departamento de policiais que mataram Breonna Taylor

A decisão vem após a condenação do policial que matou George Floyd, confirmada em 20 de abril

Sarah N. Lynch e Mark Hosenball, da Reuters, em Washington
26 de abril de 2021 às 16:26 | Atualizado 26 de abril de 2021 às 17:28
Breonna Taylor, que foi atingida dentro de sua casa por oito tiros disparados po
Breonna Taylor, que foi atingida dentro de sua casa por oito tiros disparados por policiais
Foto: CNN

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (26) uma investigação do departamento de polícia de Louisville, no Kentucky, cujos policiais mataram no ano passado a mulher negra Breonna Taylor durante uma operação, disse o procurador-geral Merrick Garland.

A notícia marcou a segunda investigação lançada pelo Departamento de Justiça em cinco dias após o início de uma revisão semelhante no Departamento de Polícia de Minneapolis, depois que seu ex-oficial, Derek Chauvin, foi considerado culpado pelo assassinato de George Floyd.

Isso marca uma mudança brusca nas prioridades do departamento sob o presidente democrata Joe Biden, que fez da questão da violência policial contra negros uma prioridade e planeja discutir a reforma da polícia em seu primeiro discurso ao Congresso na quarta-feira (28).

As mortes de Floyd e Taylor, ambos negros, ajudaram a desencadear protestos em todo o país contra o racismo e a brutalidade policial.

Apenas um dos três policiais envolvidos no tiroteio contra Taylor enfrentou acusações.

Os policiais de Louisville envolvidos na morte de Breonna Taylor, Myles Cosgrrove, Brett Hankinson e Jonathan Mattingly
Foto: Divulgação/Louisville Metro Police Department

No entanto, funcionários do FBI e do Ministério Público de Louisville estão investigando outros policiais envolvidos no caso, disse um oficial da lei à Reuters.

O Departamento de Polícia de Louisville não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A administração do ex-presidente Donald Trump restringiu drasticamente o uso de acordos de aplicação de tribunais para evitar que os departamentos de polícia violassem os direitos civis das pessoas.

Garland rescindiu essa política na sexta-feira (23), dizendo que o departamento voltaria às suas práticas tradicionais de investigar departamentos de polícia estaduais e locais e permitir que chefes de unidade aprovassem a maioria dos acordos e decretos de consentimento.