Israel lança ataques em Gaza e conflitos se estendem pela segunda semana

Sons de explosões ecoaram em muitas partes do enclave palestino durante a noite

Nathallia Fonseca, da CNN, em São Paulo
17 de maio de 2021 às 04:03 | Atualizado 17 de maio de 2021 às 09:14
Escombros de uma casa destruída por ataques aéreos israelenses ao sul de Gaza
Palestinos inspecionam escombros de uma casa destruída por ataques aéreos israelenses em Khan Yunis, ao sul da Faixa de Gaza
Foto: Yousef Masoud/Thenews2/Estadão Conteúdo

Israel lançou dezenas de ataques aéreos contra Gaza e militantes do Hamas nesta segunda-feira. De acordo com informações da agência Reuters, também há registros de disparos de foguetes do lado palestino contra cidades israelenses. Os combates se estendem pela segunda semana em meio a apelos internacionais por um cessar-fogo.

Estradas, prédios de segurança, campos de treinamento de militantes e casas foram bombardeados em ataques israelenses que pareciam ter como foco a cidade de Gaza, segundo informações de testemunhas. O som de explosões ecoou em muitas partes do enclave palestino durante a noite.

Os militares israelenses afirmaram que após o disparo de foguetes contra as cidades israelenses de Beersheba e Ashkelon, seus caças atingiram nove residências pertencentes a comandantes de alto escalão do Hamas. Algumas das casas, segundo ele, eram usadas para armazenamento de armas. Não há relatos imediatos de vítimas em nenhum dos lados da fronteira.

Injetando mais urgência nos apelos de Washington, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, escreveu no Twitter: "Todas as partes precisam diminuir as tensões - a violência deve acabar imediatamente". Em reunião do Conselho de Segurança da ONU no domingo, os Estados Unidos disseram ter deixado claro para Israel, os palestinos e outros que estão prontos para oferecer apoio "caso as partes busquem um cessar-fogo".

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que a campanha do país em Gaza continua com "força total" e que a dissuasão deve ser alcançada para evitar futuros conflitos com o Hamas.

"Estamos agindo agora, pelo tempo que for necessário, para restaurar a calma e o silêncio para vocês, cidadãos de Israel. Isso levará tempo", disse Netanyahu em um discurso pela televisão depois que seu gabinete de segurança se reuniu no domingo.

O Ministério da Saúde de Gaza calculou o número de mortos desde que as hostilidades aumentaram em 197 óbitos, incluindo 58 crianças e 34 mulheres. Dez pessoas foram mortas em Israel, incluindo duas crianças, disseram autoridades israelenses. No domingo (16), os governos registraram o dia mais letal desde o início dos ataques, na semana passada.

O Hamas iniciou seu ataque com foguetes na segunda-feira, após semanas de tensões sobre um processo judicial para despejar várias famílias palestinas em Jerusalém Oriental, e em retaliação aos confrontos da polícia israelense com os palestinos perto da Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, durante o sagrado muçulmano mês do Ramadã.

(Com informações da Reuters)