Max Mosley, ex-presidente da FIA, morre aos 81 anos na Inglaterra

Ex-CEO da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, reagiu à morte destacando que os dois tinham diferenças de opinião, mas que havia espaço para debate

Pablo Relly, da CNN em São Paulo
24 de maio de 2021 às 15:18 | Atualizado 24 de maio de 2021 às 15:20

Ex-presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o britânico Max Mosley, morreu aos 81 anos nesta segunda-feira (24). Segundo a família, ele foi vítima de um câncer.

Mosley foi piloto de corridas, dono de uma equipe e advogado antes de se tornar o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, em 1993, entidade que comandou até 2009.

O dirigente estava na função no ano em que Ayrton Senna morreu em um acidente enquanto competia na Itália. Segundo a FIA, Mosley foi fundamental para aumentar a segurança no esporte depois da morte de Senna e de Roland Ratzenberger, em 1994.

Ao longo de sua vida, Max Mosley formou uma aliança com o empresário, dirigente esportivo e ex-piloto britânico Bernie Ecclestone, que teria conduzido seu início amador na área para um negócio bilionário.

Ecclestone, de 90 anos, reagiu à morte destacando a amizade de décadas. Disse que os dois tinham diferenças de opinião, mas que havia espaço para o debate.

O empresário descreveu Max como uma pessoa "muito direta, que fez muito pelo esporte e pela indústria automobilística para garantir que as pessoas seguissem as regulamentações corretas ao construir carros para as ruas." Ele acrescentou que se alguém precisasse ser punido, Max era a pessoa para isso.

Uma dessas punições inclui uma multa de 100 milhões para a McLaren, que também perdeu todos os pontos do campeonato em um caso de espionagem em 2007 envolvendo dados da Ferrari.

O ex-presidente da FIA Max Mosley em Londres (16.jan.2012)
Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images