Eventos, marchas e reunião na Casa Branca marcam um ano da morte de George Floyd

Ativistas e a família participam de uma série de celebrações da vida de Floyd nesta terça-feira (25), incluindo uma reunião com o presidente Joe Biden

 Nicquel Terry Ellis, da CNN
25 de maio de 2021 às 08:29

Faz um ano que George Floyd foi morto por um policial de Minneapolis. A data é lembrada nesta terça-feira (25) com protestos de apoiadores em todo o mundo e com ativistas e sua família participando de uma série de celebrações de sua vida.

De Dallas a Washington, DC, passando por Minneapolis, o nome de Floyd ecoará por todos os Estados Unidos em reconhecimento a um homem que se tornou um símbolo na luta pela igualdade racial e pela reforma policial.

A irmã de Floyd, Bridgett Floyd, sua filha Gianna Floyd e a mãe de Gianna, Roxie Washington, visitarão a Casa Branca a convite do presidente Joe Biden. A reunião com a família será fechada para que Biden possa ter uma "conversa real e preservar isso com a família", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

"Ele tem um relacionamento genuíno com eles, e a coragem e a graça desta família, especialmente da filha Gianna Floyd, realmente mexeu com o presidente" disse Psaki. "Então, ele [Biden] está ansioso para ouvir suas perspectivas e ouvir o que eles têm a dizer."

A visita da família acontecerá enquanto a Lei de Justiça e Policiamento George Floyd permanece paralisada no Senado, apesar de Biden estabelecer uma meta inicial de ter a legislação aprovada até esta terça-feira.

Psaki disse na sexta-feira (21) que o presidente quer o projeto de lei em sua mesa "o mais rápido possível". O texto inclui disposições para a criação de um registro nacional de má conduta policial, a proibição de perfis raciais e religiosos pelas autoridades policiais e uma revisão da imunidade qualificada para os policiais.

Outros membros da família de Floyd devem comparecer a eventos memoriais em Minneapolis, de acordo com um porta-voz da família. Um desses eventos é a "Celebração da Vida", que inclui um dia de jogos, comida, atrações infláveis para os jovens e apresentações especiais de artistas vencedores do Grammy e talentos locais.

Homem em frente ao memorial para George Floyd, em Minneapolis, no estado americano do Minnesota
Foto: Lucas Jackson/Reuters (1º.jun.2020)

Em Dallas, no estado do Texas, está sendo preparada uma marcha e um comício de solidariedade para esta terça-feira (25). Já a Pacific Symphony, com sede na Califórnia, fará a transmissão de um concerto gratuito em homenagem a Floyd.

O canal de televisão por assinatura norte-americano Black Entertainment Television (BET) também prestará homenagem ao Floyd, exibindo uma programação especial que começa nesta terça-feira com "Bares e baladas para George Floyd", apresentando Jon Batiste, Nas, o ex-embaixador da ONU Andrew Young, o cantor e ativista Anthony Hamilton e o presidente do Color of Change, Rashad Robinson.

Vários outros eventos em homenagem ao Floyd foram realizados nos últimos dias. Bridgett Floyd falou durante um comício no domingo em Minneapolis, onde jurou ser a voz de George Floyd e defensora da mudança. Ela foi acompanhada pelo advogado de direitos civis Ben Crump e pelo reverendo Al Sharpton.

"Foi um longo ano. Foi um ano doloroso", disse Bridgett Floyd à multidão no domingo. "Tem sido muito frustrante para mim e minha família. Para sua vida mudar em um piscar de olhos. Eu ainda não sei por quê."

A George Floyd Memorial Foundation também está pedindo a seus apoiadores que honrem o aniversário da morte de Floyd, juntando-se à sua missão de acabar com a violência sistêmica contra os negros americanos.

A fundação pediu aos apoiadores que usem a terça-feira para ligar para seus representantes eleitos – especialmente seus senadores – e exigir que eles aprovem a Lei de Justiça e Policiamento George Floyd. Também recomenda que eles se registrem para votar, ajudem a promover o trabalho da fundação nas redes sociais e doem para os programas da fundação que apoiam a comunidade negra.

Arlette Saenz, Jasmine Wright e Devan Cole da CNN contribuíram para esta reportagem.

(Texto traduzido; leia o original em inglês)