Após dois anos de guerra, Netanyahu promete "garantir eternidade de Israel"

Primeiro-ministro afirmou que continuará buscando "todos os objetivos de guerra", incluindo fim do domínio do Hamas

Dana Karni, da CNN
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu "garantir a eternidade de Israel" nesta terça-feira (7), dois anos após os ataques do Hamas.

Netanyahu saudou uma "guerra pela nossa própria existência e pelo nosso futuro", tendo como pano de fundo a ofensiva israelense no território palestino.

"Dois anos se passaram desde o ataque de 7 de outubro – o massacre horrível de nossos irmãos e irmãs, moradores do oeste do Negev e participantes do partido Nova", disse ele em um comunicado.

"Pagamos um preço terrivelmente doloroso. Bebês, crianças, adultos e idosos foram brutalmente assassinados por terroristas do Hamas de forma chocante", adicionou.

“Abraçamos com amor as famílias enlutadas, desejamos plena recuperação aos feridos no corpo e no espírito e, claro, continuamos a agir por todos os meios para devolver todos os reféns – tanto os vivos quanto os mortos”, acrescentou Netanyahu.

O primeiro-ministro israelense alertou que “quem levantar a mão” contra Israel “sofrerá golpes de nocaute sem precedentes”.

“Nossos inimigos sanguinários nos atacaram com força, mas não nos quebraram. Logo descobriram a tremenda força do povo de Israel”, pontuou.

“Continuaremos agindo para alcançar todos os objetivos da guerra: o retorno de todos os reféns, a eliminação do domínio do Hamas e garantir que Gaza não represente mais uma ameaça a Israel", concluiu.

Entenda a guerra na Faixa de Gaza

A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 outubro de 2023, depois que o Hamas lançou um ataque terrorista contra Israel. Combatentes do grupo radical palestino mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251 reféns naquele dia.

Então, tropas israelenses deram início a uma grande ofensiva com bombardeios e por terra para tentar recuperar os reféns e acabar com o comando do Hamas.

Os combates resultaram na devastação do território palestino e no deslocamento de cerca de 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a mais de 80% da população total da Faixa de Gaza, segundo a UNRWA (Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos).

Desde o início da guerra, pelo menos 67 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

O ministério, controlado pelo Hamas, não distingue entre civis e combatentes do grupo na contagem, mas afirma que mais da metade dos mortos são mulheres e crianças. Israel diz que pelo menos 20 mil são combatentes do grupo radical.

Parte dos reféns foi recuperada por meio de dois acordos de cessar-fogo, enquanto uma minoria foi recuperada por meio das ações militares.

Autoridades acreditam que cerca de 50 reféns ainda estejam em Gaza, sendo que cerca de 20 deles estariam vivos.

Enquanto a guerra avança, a situação humanitária se agrava a cada dia no território palestino. Com a fome generalizada pela falta da entrada de assistência na Faixa de Gaza, os relatos de pessoas morrendo por inanição são diários.

Israel afirma que a guerra pode parar assim que o Hamas se render, e o grupo radical demanda melhora na situação em Gaza para que o diálogo seja retomado.