Cuba denuncia interferência eletromagnética no espaço aéreo da Venezuela

Chanceler cubano disse que ação faz parte "da agressão militar e da guerra psicológica" dos EUA contra o território venezuelano

Da CNN Brasil
Um caça Sukhoi Su-30 de fabricação russa da Força Aérea Venezuelana sobrevoa Caracas em abril de 2013
Um caça Sukhoi Su-30 de fabricação russa da Força Aérea Venezuelana sobrevoa Caracas em abril de 2013  • Raul Arboldeda/AFP/Getty Images via CNN Newsource
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O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, disse neste sábado (29) que o espaço aéreo do Caribe, especialmente da Venezuela, tem sido alvo de interferência eletromagnética dos Estados Unidos.

Os EUA têm reforçado a presença militar americana nas águas do Caribe e do Pacífico, sob a justificativa de combater o narcotráfico. Nos últimos meses, as forças americanas realizaram vários ataques contra barcos que supostamente estariam levando drogas na região.

O governo americano acusa o alto escalão do regime da Venezuela, inclusive Nicolás Maduro, de estar ligado ao Cartel de los Soles, suposto grupo criminoso designado como organização terrorista pelos EUA. Caracas nega as acusações e até mesmo a existência do grupo.

Na rede social X, antigo Twitter, o chanceler cubano disse que a interferência eletromagnética "faz parte da escalada da agressão militar e da guerra psicológica contra o território venezuelano, com o objetivo de derrubar pela força o governo legítimo dessa nação irmã".

Neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as companhias internacionais devem "considerar fechado" o espaço aéreo da Venezuela. A autoridade de aviação americana já havia emitido um alerta de risco de segurança ao sobrevoar a região devido ao aumento da atividade militar.

Várias companhias aéreas anunciaram a suspensão dos voos internacionais para o território venezuelano após o alerta dos EUA. Caracas exigiu que as operações fossem retomadas em até 48h, mas a pressão não surtiu efeito. Em resposta, a Venezuela revogou a licença de seis companhias aéreas para operar no país - entre elas, a Gol e Latam.